O fundador da FTX, Sam Bankman-Fried, foi preso na segunda-feira nas Bahamas depois de ter sido acusado pelo Procurador do Distrito Sul de Nova Iorque, Damian Williams. O multimilionário tem agora duas opções: entregar-se à custódia dos EUA ou lutar para evitar a extradição. Porém, este não é o primeiro caso de grandes extradições para os EUA nos últimos anos.
Conheça aqui outros casos mediáticos de extradições:
Fundador do Wikileaks, Julian Assange:
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, luta contra a extradição para os Estados Unidos por acusações de espionagem desde que foi preso em Londres em 2019, depois de passar sete anos retido na Embaixada do Equador.
Assange é um cidadão australiano que foi acusado por procuradores federais dos Estados Unidos de publicar telegramas diplomáticos secretos e relatórios militares no seu site Wikileaks, naquilo que as autoridades dos Estados Unidos classificaram como uma das maiores fugas de informação da história.
Entretanto, um tribunal do Reino Unido bloqueou inicialmente a extradição de Assange devido a preocupações com sua saúde mental, mas os Estados Unidos recorreram da decisão com sucesso.
Assange recorreu em agosto, afirmando que está a ser perseguido pelas suas convicções políticas e que atuou como um jornalista ao publicar os documentos proibidos.
Diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou:
A diretora financeira da Huawei Technologies, Meng Wanzhou, foi detida no Canadá por quase três anos, enquanto os Estados Unidos tentavam conseguir a sua extradição sob a acusação de ajudar a gigante chinesa a fugir das sanções contra o Irão.
Meng foi detida em Vancouver em dezembro de 2018, e os procuradores federais dos EUA revelaram acusações de fraude e conspiração contra ela no mês seguinte.
Durante o processo de extradição, os advogados de Meng alegaram que as autoridades do Canadá a detiveram ilegalmente e afirmaram que a sua conduta não era criminosa de acordo com a lei do país.
A empresária voltou à China em setembro de 2021, depois de assinar um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que retirou o seu pedido de extradição.
O caso Sam Bankman-Fried:
As autoridades das Bahamas prenderam Bankman-Fried a pedido do Governo dos EUA “com base numa acusação secreta” cujos pormenores ainda vão ser divulgados, disse o Procurador responsável pelo caso numa mensagem na rede social Twitter.
USA Damian Williams: Earlier this evening, Bahamian authorities arrested Samuel Bankman-Fried at the request of the U.S. Government, based on a sealed indictment filed by the SDNY. We expect to move to unseal the indictment in the morning and will have more to say at that time.
— US Attorney SDNY (@SDNYnews) December 12, 2022
A FTX abriu falência no dia 11 de novembro e, mais tarde, no mesmo mês, a nova direção da empresa apareceu pela primeira vez no tribunal de falências do estado norte-americano de Delaware para iniciar o processo de reestruturação.
Os advogados da nova direção e o atual responsável, John Ray, afirmaram que “uma quantia substancial” dos ativos da empresa pode ter sido roubada ou estar desaparecida.
A plataforma, em tempos avaliada em 32 mil milhões de dólares (30 mil milhões de euros), pode ter mais de um milhão de credores em todo o mundo. Até ao momento, a empresa admitiu que deve mais de três mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) aos 50 maiores credores.
No entanto, Bankman-Fried atribuiu a falência à venda maciça de criptomoedas no início deste ano. Para o fundador da empresa, a venda reduziu para metade a garantia da FTX de cerca de 30 mil milhões de dólares (28 mil milhões de euros), algo com que os procuradores americanos não concordam e que o levam a enfrentar a justiça.














