A Rússia dará início, em breve, à produção em série dos seus novos mísseis hipersónicos “Oreshnik”, anunciou esta segunda-feira o Presidente Vladimir Putin, durante uma reunião do Ministério da Defesa transmitida publicamente. Segundo o líder russo, estes armamentos visam reforçar a segurança nacional e proteger os aliados do país.
“Num futuro próximo, a produção em série de sistemas como estes deverá ser garantida para proteger a segurança da Rússia e dos nossos aliados”, afirmou Putin no discurso que encerrou os trabalhos anuais do Ministério da Defesa.
O míssil Oreshnik ganhou notoriedade recentemente, após ser usado pela primeira vez pela Rússia no final de novembro para atingir a cidade ucraniana de Dnipro. Este ataque foi uma resposta à utilização, por parte de Kiev, de mísseis de longo alcance fornecidos por França, Estados Unidos e Reino Unido para atingir alvos dentro do território russo.
O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, aliado próximo de Moscovo, revelou na semana passada que pediu a Putin o fornecimento destes novos mísseis. De acordo com Lukashenko, o pedido foi atendido, e a Rússia concordou em fornecer os mísseis Oreshnik “gratuitamente”.
A inclusão da Bielorrússia neste contexto sublinha o fortalecimento da cooperação militar entre os dois países, num momento em que a guerra na Ucrânia continua a intensificar-se, envolvendo crescentes tensões entre Moscovo e o Ocidente.
Putin destacou ainda que os mísseis Oreshnik têm capacidades únicas, voando a uma velocidade dez vezes superior à do som, o que os torna virtualmente impossíveis de ser intercetados por sistemas de defesa aérea. Segundo o líder russo, a introdução deste armamento “reduz a necessidade de armas nucleares”, numa tentativa de minimizar preocupações relacionadas com uma possível escalada nuclear no conflito.
No entanto, apesar desta afirmação, o Presidente russo sublinhou, durante a mesma reunião de defesa, a importância de continuar o desenvolvimento das forças nucleares estratégicas. “A Rússia precisa de manter o desenvolvimento de forças nucleares estratégicas e de manter as forças nucleares não estratégicas em prontidão de combate”, afirmou.














