Novo F-16 ‘invisível’ pode ser agora a solução dos EUA para substituir F-22 e F-35: conheça o novo caça americano

Estados Unidos estão a repensar um novo conceito para o seu caça de 6ª geração, que é radicalmente diferente do projeto NGAD, que está atualmente no corredor da morte

Francisco Laranjeira
Agosto 27, 2024
7:45

Os Estados Unidos estão a repensar um novo conceito para o seu caça de 6ª geração, que é radicalmente diferente do projeto NGAD, que está atualmente no corredor da morte. Assim, realça o diário espanhol ‘El Confidencial’, em vez de um caça de combate pesado, poderá ser um caça leve que combina simplicidade, tamanho e o baixo custo do F-16 com os sensores, armas e invisibilidade do F-22 Raptor e F-35 Lightning II.

O caça, pelo seu custo, estaria mais alinhado com a ideia moderna de superioridade aérea baseada em enxames coordenados, que pode ou não ser pilotado. De acordo com a revista ‘The Aviationist’, a surpresa surgiu quando o chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general David W. Allvin, apresentou uma imagem e a ideia deste possível caça na Global Air and Space Chiefs Conference, em Londres, meses depois de o Pentágono ter anunciado a revisão completa – o que equivale a um cancelamento virtual – do seu dispendioso programa Next Generation Air Dominance (NGAD), que procura desenvolver um caça de sexta geração para substituir o F-22 Raptor.

O conceito desta nova aeronave, baseado na ideia de um ‘stealth F-16’, centra-se na produção de um caça mais acessível e simples, mas com capacidade de evitar a deteção por radares inimigos. Ao contrário dos modelos mais avançados como o F-35, cujo preço ultrapassa os 80 milhões de dólares por unidade, este caça responde à necessidade do Departamento de Defesa norte-americano de construir um navio muito mais económico, permitindo a sua produção em massa e garantindo a superioridade numérica em conflitos futuros, algo vital para prevalecer diante de um conflito futuro mais do que possível no Mar da China e em Taiwan.

De acordo com Allvin, o futuro para a Força Aérea é dar prioridade a adaptabilidade e a rápida capacidade de atualização através do desenvolvimento de software, em vez de depender de plataformas caras e de longa duração. “A capacidade de atualização à velocidade do software é a vantagem que podemos oferecer sobre os nossos adversários”, destacou Allvin, sublinhando que a abordagem precisa de ser “sistémica” e não “centrada na plataforma”.

Essa mudança de paradigma se reflete na ideia de um caça leve, adaptável, que pudesse ser produzido em grandes quantidades e constantemente atualizado.

Legado do sucesso do F-16

O F-16 tem sido um dos caças mais utilizados e eficazes do planeta, valorizado pela sua versatilidade, baixo custo e capacidade de atualização. Neste momento, os analistas americanos concordam que o F-16 teria problemas num conflito contra a China, pelo que há necessidade de utilizar uma aeronave que não só seja acessível, mas também capaz de operar em cenários onde a deteção pode ser letal.

Este novo projeto procura colmatar essa lacuna com uma plataforma leve, rápida e de difícil deteção, sem os elevados custos associados ao NGAD. A ideia de criar um ‘F-16 furtivo’ anda de mãos dadas com o crescente papel dos drones autónomos na aviação militar. Segundo Allvin, é de vital importância para os EUA desenvolver tecnologias que permitam às forças aéreas adaptar-se rapidamente a novas ameaças, incluindo a utilização de enxames de drones e outros sistemas não tripulados.

Ao mesmo tempo, os EUA paralisaram e ordenaram uma avaliação completa do programa NGAD, inicialmente destinado a substituir a frota de F-22 Raptor na década de 2030. De acordo com Kendall, o projeto original é “um conceito muito caro”, e o foco está agora a virar-se para soluções mais económicas que permitam à Força Aérea manter a sua capacidade de combate num mundo onde as ameaças estão a evoluir rapidamente.

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