O julgamento da Operação Marquês pode sofrer um novo adiamento depois de o novo advogado de José Sócrates ter informado o tribunal de que se encontra internado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, sem previsão de alta médica, numa altura em que os trabalhos judiciais estavam prestes a ser retomados.
Segundo o Correio da Manhã, José Preto, que assumiu recentemente a defesa do antigo primeiro-ministro, comunicou ao tribunal que está hospitalizado desde o dia 27 de Dezembro, situação que poderá levar a juíza presidente a adiar novamente o início das sessões do julgamento.
O requerimento deu entrada no processo esta segunda-feira, na véspera da reabertura dos trabalhos judiciais, após uma interrupção de quase dois meses. A informação foi remetida ao tribunal com data de 3 de Janeiro e descreve um internamento de urgência que ainda se mantém.
No documento enviado à juíza Susana Seca, o advogado refere que “o signatário foi internado de urgência no Hospital de Santa Maria em Lisboa no passado dia 27 de Dezembro, mantendo-se o internamento na presente data”, não sendo indicada qualquer previsão para a sua alta médica.
Ao início da tarde desta segunda-feira, ainda não tinha sido tomada qualquer decisão quanto ao eventual adiamento do julgamento. Pelas 14h30, a magistrada encontrava-se a aguardar mais informações clínicas antes de se pronunciar formalmente sobre o pedido apresentado pela defesa.
A possibilidade de um novo adiamento surge num momento sensível do processo, uma vez que o julgamento estava prestes a ser retomado depois de um interregno prolongado.
O julgamento da Operação Marquês encontra-se suspenso há quase dois meses, na sequência da renúncia de Pedro Delille, advogado que acompanhou José Sócrates durante mais de uma década. A saída do causídico obrigou à interrupção dos trabalhos para permitir a constituição de nova defesa.
José Sócrates, antigo primeiro-ministro de Portugal, é arguido no processo Operação Marquês, um dos mais mediáticos casos judiciais da justiça portuguesa, envolvendo alegados crimes económicos e financeiros.
A decisão sobre um eventual novo adiamento deverá agora depender da avaliação do tribunal quanto à duração previsível do internamento e às condições para assegurar o direito de defesa do arguido.














