As amálgamas dentárias com mercúrio – que conhecemos como ‘chumbos’ – vão ser proibidas a partir de 1 de janeiro de 2025: em causa está uma proposta da UE que visa terminar com o uso deste material odontológico em pacientes de qualquer idade, procurando assim reduzir a contaminação por este metal pesado.
“Após mais de uma década de discussões, a proibição foi finalmente acordada. É o início de uma nova era, em que a medicina dentária sem mercúrio será a regra e não a exceção, passando a estar acessível para todos”, salientou a associação ambientalista Zero, citado pelo jornal ‘Público’.
A proibição do uso deste material já vigora desde 2018, mas apenas para crianças com menos de 15 anos, assim como em grávidas e mães a amamentar. No entanto, anualmente são utilizadas cerca de 40 toneladas em mercúrio em tratamentos dentários – o mercúrio represente 50% da composição da amálgama dentária.
Na proposta europeia consta ainda a proibição da exportação de amálgamas dentárias a partir de 1 de janeiro de 2025, assim como o fabrico e importação na UE a partir de 1 de julho de 2026.
O mercúrio é um metal pesado que pode causar danos ambientais e afetar gravemente a saúde das pessoas: este poluente tóxico pode causar alterações diretas no sistema nervoso central, causando problemas cognitivos e motores, perda de visão, complicações renais, cardíacas e no sistema reprodutor.





