Carlos Costa, antigo governador do Banco de Portugal, viu o Tribunal da Relação de Lisboa autorizar a revelação da ata da reunião secreta que teve com Isabel dos Santos, em abril de 2016. De acordo com o ‘Correio da Manhã’, o documento integra as provas no processo cível contra o ex-primeiro-ministro António Costa.
Na reunião em questão, o ex-governador comunicou à empresária filha de José Eduardo dos Santos (ex-presidente de Angola) que tinha de sair da administração do Banco BIC devido a questões sobre branqueamento de capitais.
O Tribunal da Relação de Lisboa, a 24 de abril último, retirou o sigilo profissional sobre a ata, 28 comunicações eletrónicas de Carlos Costa sobre o caso Banif, uma carta da Agência Bancária Europeia e a resposta do Banco de Portugal, o que motivou o adiamento do arranque do julgamento, agendado para início de maio. A decisão do tribunal contrariou a posição do Banco de Portugal, que indicou sigilo bancário para recusar libertar os documentos.
Em causa neste processo está uma frase que o ex-governador indicou ter sido dita por António Costa ao telefone, após a reunião em questão. “Não se trata mal a filha do presidente de um país amigo”, terá dito o antigo primeiro-ministro, que foi citado no livro ‘O Governador’.
Neste processo, ex-primeiro-ministro e ex-governador reclamam a defesa do bom-nome. António Costa processou Carlos Costa, em 2023. Na sequência desta ação cível, o ex-governador processou também o primeiro-ministro.














