Submarino português Arpão segue para o Ártico em missão da Nato para controlar navios russos

O submarino Arpão, uma das joias da coroa da frota submarina portuguesa, está prestes a embarcar numa missão sem precedentes rumo ao Ártico. Após uma notável viagem até à África do Sul e uma passagem estratégica pelo Brasil no ano passado, o Arpão prepara-se agora para integrar a Operação “Brilliant Shield” da NATO, navegando até às águas geladas do norte do Atlântico, numa missão de dissuasão em que vai vigiar embarcações russas.

Revista de Imprensa
Abril 3, 2024
10:17

O submarino Arpão, uma das joias da coroa da frota submarina portuguesa, está prestes a embarcar numa missão sem precedentes rumo ao Ártico. Após uma notável viagem até à África do Sul e uma passagem estratégica pelo Brasil no ano passado, o Arpão prepara-se agora para integrar a Operação “Brilliant Shield” da NATO, navegando até às águas geladas do norte do Atlântico, numa missão de dissuasão em que vai vigiar embarcações russas.

A sargento Paula Oliveira, responsável pelos sistemas de combate e sonar a bordo, partilha com a Renascença a expectativa e o entusiasmo da tripulação para esta missão desafiadora. “Estamos ansiosos porque ninguém fez esta viagem antes e não sabemos o que vamos encontrar”, afirma.

O ponto alto da viagem será a navegação por baixo do calote polar, uma experiência única que promete variar entre momentos de ruído intenso, devido ao gelo solto, e períodos de silêncio absoluto debaixo do gelo.

Taveira Pinto, o comandante do Arpão, destaca a importância da cooperação internacional para o sucesso desta operação. Com uma tripulação composta por 36 pessoas, incluindo duas mulheres e três alunos, o Arpão não estará sozinho nas águas árticas. “Teremos o apoio logístico e de especialistas das Marinhas dos Estados Unidos, Canadá e Dinamarca”, assegura Pinto.

Esta missão assume uma relevância estratégica para Portugal, sobretudo no contexto da NATO e das relações internacionais. “É fundamental para Portugal contribuir para a vigilância desta área estratégica do Atlântico Norte”, sublinha o comandante Batista Pereira, reforçando a importância da dissuasão para a manutenção da paz.

O Arpão, equipado com tecnologia de ponta e uma tripulação altamente experiente, é um testemunho do avanço e da capacidade da Marinha Portuguesa. Esta operação no Ártico não só desafia os limites da engenharia naval e da coragem humana, mas também reforça o compromisso de Portugal com a segurança internacional e a estabilidade na região do Atlântico Norte.

Em breve, o submarino Tridente, outro orgulho da frota submarina portuguesa, também estará disponível para operações, fortalecendo ainda mais a capacidade de Portugal em patrulhar e monitorizar áreas estratégicas do oceano global. Atualmente, o submarino está em manutenção no arsenal do Alfeite, sendo a primeira vez que tal operação é realizada em território português.

Com esta missão, Portugal não só reforça a sua presença no cenário internacional como também demonstra a determinação e o profissionalismo da sua Marinha, preparando-se para os desafios do Ártico com resiliência e excelência operacional.

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