O banco Santander enfrenta um processo coletivo no Chile que poderá resultar no pagamento de indemnizações a cerca de quatro milhões de clientes afetados por um ataque cibernético ocorrido em maio de 2024. A ação foi iniciada pelo Serviço Nacional do Consumidor do Chile (SERNAC), entidade que integra o Ministério da Economia do país.
O incidente, que também afetou as operações do grupo na Espanha e no Uruguai, expôs informações pessoais de consumidores e de mais de 200 mil funcionários do grupo bancário, explica o ‘Expansion’. No Chile, o SERNAC considera que o Santander violou os direitos dos consumidores, ao não garantir a proteção adequada dos dados, como exige a legislação vigente.
Na resolução emitida, o regulador sublinha que “as ações do Banco Santander Chile refletem uma violação do dever de profissionalismo na proteção dos dados pessoais”, o que, segundo o organismo, justifica a sua intervenção. O objetivo é alcançar uma compensação “proporcional ao dano causado”, incluindo eventuais juros, e assegurar medidas corretivas.
O processo agora iniciado é de adesão voluntária. Caso aceite participar, o Santander terá de apresentar uma proposta que inclua medidas para corrigir a falha e um modelo de cálculo para indemnizações a cada consumidor afetado. Este tipo de procedimento costuma ter uma duração de três meses.
Até ao momento, não foi tornada pública nenhuma ação semelhante contra o banco pelas autoridades da Espanha ou do Uruguai.














