Salário médio na função pública cresce 6,4% para 1863 euros

A evolução resulta de um conjunto de fatores, como a entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis de vencimento e as medidas de valorização remuneratória aprovadas para diversas carreiras da função pública.

Revista de Imprensa
Agosto 18, 2025
9:08

Os salários dos trabalhadores do Estado registaram um aumento expressivo no último ano. De acordo com a Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), a remuneração base média mensal dos funcionários das administrações públicas fixou-se em 1863 euros em abril de 2025, o que representa uma subida de 6,4% face ao mesmo mês de 2024, quando o valor era de 1751 euros, revelou o Correio da Manhã.

A evolução resulta de um conjunto de fatores, como a entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis de vencimento e as medidas de valorização remuneratória aprovadas para diversas carreiras da função pública.

Os salários mais elevados encontram-se na administração central, onde a remuneração base média ultrapassa os dois mil euros (2017 euros). Já os trabalhadores da administração regional e local — que inclui os municípios, freguesias e as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores — recebem, em média, 1419 euros mensais.

No que respeita ao emprego público, os dados da DGAEP indicam que, no final de junho, existiam 760 728 postos de trabalho nas administrações públicas, o que corresponde a um novo recorde. Este número traduz um aumento de 1,5% em termos homólogos e de 0,2% face ao trimestre anterior, o que representa mais 1692 trabalhadores.

A área da saúde destacou-se no reforço de recursos humanos. Entre abril e junho, a administração central contratou 3656 funcionários para este setor, dos quais 1258 para a carreira de enfermagem, 667 para técnicos de diagnóstico e terapêutica e 606 para assistentes técnicos.

Também a administração local contribuiu para o crescimento do emprego público, com a entrada de 4705 novos funcionários no mesmo período, o que corresponde a uma variação homóloga de 3,4%. Segundo a DGAEP, este aumento resultou sobretudo da contratação por parte dos municípios e das freguesias.

Em termos de distribuição de carreiras, quase dois terços dos trabalhadores do Estado estão inseridos nas carreiras gerais. Os dados apontam para cerca de 171 mil assistentes operacionais, 92 mil assistentes técnicos e 85 mil técnicos superiores. A carreira docente também tem peso significativo, com 142 mil professores da educação pré-escolar, ensino básico e secundário. No total, as carreiras gerais e a docente representam mais de 86% do universo dos funcionários públicos.

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