A Rússia tem “todo o direito” de atacar alvos da NATO, indicou um coronel reformado dos EUA, citado pela agência estatal russa ‘TASS’. Lawrence Wilkerson, que serviu como chefe de gabinete do ex-secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, defendeu a prerrogativa russa depois de Joe Biden ter autorizado Kiev a utilizar mísseis de longo alcance fornecidos por Washington em território russo, salientando que o lançamento do ATACMS não seria possível sem a ajuda americana.
“O presidente russo Vladimir Putin e o ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Lavrov foram explícitos — e corretos sobre o assunto. Para disparar esses mísseis, são necessários feeds de satélite e/ou pessoal dos EUA/NATO. Portanto, a NATO entrou na guerra, pelo que a Rússia tem todo o direito, sob a lei internacional, de atacar alvos NATO agora.”
De acordo com a revista ‘Newsweek’, o Pentágono salientou que o “DoD não tem comentários sobre afirmações supostamente feitos por um cidadão comum a um meio de comunicação russo”. Lawrence Wilkerson serviu durante 31 anos no Exército antes de se mudar para o Departamento de Estado, onde foi assistente especial de Powell como presidente do Estado-Maior Conjunto de 1989 a 1993, tendo mais se tornado chefe de gabinete de Powell.
As observações de Wilkerson ecoaram as opiniões do Kremlin sobre o assunto. Em outubro último, Putin disse que se o Ocidente permitisse que a Ucrânia usasse armas de longo alcance, isso significaria o “envolvimento direto da NATO na guerra”. A Rússia também emitiu um aviso à Ucrânia sobre o uso de ATACMS – o ministro dos Negócios Estrangeiro, Sergey Lavrov, salientou que “este é um sinal de que querem escalar. Nós tomaremos isso como uma fase qualitativamente nova da guerra ocidental contra a Rússia. E nós reagiremos de acordo”, apontou, citado pela ‘Al Jazeera’.
A Rússia também respondeu às notícias da autorização de Biden, com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a garantiu que “é óbvio que o Governo cessante em Washington pretende tomar medidas para continuar a atiçar o fogo e provocar uma maior escalada de tensões”.














