O cenário traçado pela Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) na sequência da imposição do recolher obrigatório ao fim de semana, a partir das 13h, não é animador. «Como temos vindo a referir, a economia portuguesa, o setor dos centros comerciais e as empresas não suportam mais paragens de funcionamento forçadas», afirma António Sampaio de Mattos, presidente da APCC.
De acordo com o responsável, «estas situações provocam prejuízos avultados, perdas de emprego no setor e contribuem para o desacelerar da economia. Esta medida de recolhimento obrigatório aos fins de semana é um grande golpe para o comércio e restauração, e para a economia portuguesa em geral».
Recorde-se que as restrições à circulação entram em vigor já a partir de hoje, com a implementação de um novo estado de emergência, sendo que se aplicam apenas aos concelhos classificados como sendo de risco elevado. Durante a semana, os cidadãos devem ficar em cada entre as 23h e as 5h. Aos sábados e domingos, as restrições vão desde as 13h às 5h.
«Compreendemos que as questões de saúde pública devam estar na primeira linha das prioridades. Mas na mesma semana em que assinámos com o Ministério da Economia e da Transição Digital um protocolo que tem como objetivo incentivar a antecipação das compras de Natal por forma a evitar concentrações de pessoas nos espaços comerciais, somos surpreendidos com uma medida que pode exatamente provocar essas aglomerações de pessoas noutros momentos do dia e da semana», António Sampaio de Mattos.













