Portugueses descontentes com os bancos. Horário de funcionamento e custos de manutenção afastam novos clientes

Os portugueses estão mais descontentes com os bancos tradicionais e consideram procurar alternativas inovadoras, como os bancos online. Horário de funcionamento e custos de manutenção afastam novos clientes.

André Manuel Mendes
Janeiro 15, 2024
9:52

Os portugueses estão mais descontentes com os bancos tradicionais e consideram procurar alternativas inovadoras, como os bancos online. Horário de funcionamento e custos de manutenção afastam novos clientes.

De acordo com o estudo realizado pela instituição de pagamentos Nickel, em conjunto com a agência independente DATA E, sobre os hábitos financeiros dos portugueses, revela que os elevados custos de manutenção levam 16% dos consumidores portugueses a considerar mudar de banco.

Para além disso, os dados mostram que 73% dos participantes planeiam, no futuro, aderir a instituições financeiras digitais.

Os dados mostram que mais de metade dos inquiridos manifestou insatisfação com o horário bancário convencional e 77,9% consideraram vantajosa a realização de transações financeiras em lojas de comércio local, devido à sua localização conveniente e ao horário de funcionamento alargado.

Para os que estão a pensar mudar de banco (58%), 16% destes identificaram os custos de manutenção da conta como a principal motivação. De acordo com um estudo recente da Deco Proteste, sobre os cinco maiores bancos portugueses, “em dez anos, o custo anual de ter uma conta bancária passou de 89,69 euros para 131,85 euros, o que representa um agravamento nas comissões de 47%”.

“O sistema bancário tradicional é, desde há muito, um pilar da estabilidade financeira. No entanto, à medida que as preferências e expectativas dos consumidores evoluem, é crucial que os bancos se adaptem e satisfaçam as suas necessidades em constante mudança. O aumento da insatisfação entre os consumidores portugueses indica que existe uma clara procura por soluções mais inovadoras que proporcionem simplicidade e conveniência”, refere João Guerra, CEO da Nickel Portugal.

Este estudo contou com a participação de 1040 indivíduos de várias regiões do país, com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos.

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