Portugal foi ‘trunfo’ da NATO para desbloquear acordo final de investimento em Defesa

“Pediram-nos que fizéssemos algum tipo de facilitação informal junto de Espanha e de um outro conjunto de países que tinham também algumas posições em relação às novas metas de investimento de defesa”, afirmou fonte da diplomacia portuguesa à ‘CNN Portugal’

Francisco Laranjeira
Junho 25, 2025
12:18

Portugal foi a ‘solução’ para desbloquear a declaração final da NATO que decorre em Haia, nos Países Baixos, esta quarta-feira: de acordo com a ‘CNN Portugal’, o Governo “protagonizou de forma muito informal”, em articulação com secretário-geral da aliança, Mark Rutte, e com “vários aliados”, um compromisso.

“Pediram-nos que fizéssemos algum tipo de facilitação informal junto de Espanha e de um outro conjunto de países que tinham também algumas posições em relação às novas metas de investimento de defesa”, afirmou fonte da diplomacia portuguesa.

Nos últimos dias, vários países manifestaram reservas sobre as novas metas propostas – de 5% do PIB destinado a Defesa -, algo que Portugal também fez em vários períodos da negociação. O principal obstáculo esteve sempre em Madrid, que defendeu que a meta de 3,5% do PIB era demasiado ambiciosa, salientando que 2,1% era suficiente para cumprir as metas da aliança. Perante a resistência do Governo espanhol, a diplomacia portuguesa foi abordada para encontrar uma solução que viabilizasse a declaração final da cimeira da NATO.

“Pediram-nos informalmente para fazer estas diligências muito informais, às vezes quase pessoais. Protagonizámos a construção do consenso, com o secretário-geral da NATO e os Estados Unidos por trás”, revelou o diplomata português.

Com a intervenção do Ministério dos Negócios Estrangeiros foi dado o passo decisivo para os 32 membros estenderem o prazo para atingir a meta de 3,5% de 2032 para 2035 – Portugal conseguiu agregar também os países que estavam comprometidos com o cumprimento da meta, mas com preocupações sobre os prazos, devido a restrições orçamentais, como o Reino Unido e Itália.

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