Negociações para paz na Ucrânia estão num impasse: Putin guarda trunfo na manga

Segundo fonte familiarizada com o pensamento de Putin, é improvável que o Kremlin ofereça quaisquer concessões significativas quando os dois líderes falarem por telefone esta segunda-feira

Francisco Laranjeira
Maio 19, 2025
15:25

Vadimir Putin estaria determinado a prosseguir com sua guerra na Ucrânia, apesar dos esforços de Donald Trump para negociar um acordo de paz, revelou esta segunda-feira a revista ‘Newsweek’, embora os especialistas tenham alertado que os custos a longo prazo para a Rússia são sérios e crescentes.

O presidente russo tem pouco interesse em buscar um acordo de paz, convencido de que tem “mão forte” nas negociações e que os seus militares podem tomar o controlo total das quatro regiões anexadas da Ucrânia até ao final de 2025, noticiou a agência ‘Bloomberg’.

Segundo fonte familiarizada com o pensamento de Putin, é improvável que o Kremlin ofereça quaisquer concessões significativas quando os dois líderes falarem por telefone esta segunda-feira.

Embora Trump tenha dito que a Rússia “não tem cartas na manga” no conflito, uma fonte não identificada da Bloomberg revelou que Putin está confiante de que as suas forças podem assumir o controlo total de quatro regiões reivindicadas pela Rússia: as regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Zaporizhia e Kherson.

A Rússia exigiu que a Ucrânia reconhecesse as regiões como russas para interromper o conflito, enquanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se recusou a ceder território à Rússia para pôr fim à guerra.

Para Mark Galeotti, membro associado sénior do Royal United Services Institute, a falta de urgência específica que Putin demonstra em relação às negociações e a sua recusa em aceitar um acordo “muito generoso” de Trump “sugerem que realmente acredita que pode continuar a lutar”.

Segundo a ‘Bloomberg’, há uma sensação crescente de que os esforços de Trump para mediar um cessar-fogo entre a Ucrânia e a Rússia estão a chegar a um ponto crítico. O presidente americano já ameaçou retirar-se dos esforços diplomáticos para acabar com a guerra, embora o aviso tenha tido pouco impacto até agora.

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