“Não é engraçado”: Advogado Mark S. Zuckerberg acusa Facebook de lhe destruir o negócio e processa a Meta

Um advogado de falências do estado de Indiana, nos Estados Unidos, chamado Mark S. Zuckerberg, avançou com uma ação judicial contra a Meta, empresa responsável pelo Facebook, depois de ver a sua conta oficial na rede social suspensa várias vezes sob a acusação de estar a “fazer-se passar por uma celebridade”.

Pedro Gonçalves
Setembro 5, 2025
12:42

Um advogado de falências do estado de Indiana, nos Estados Unidos, chamado Mark S. Zuckerberg, avançou com uma ação judicial contra a Meta, empresa responsável pelo Facebook, depois de ver a sua conta oficial na rede social suspensa várias vezes sob a acusação de estar a “fazer-se passar por uma celebridade”.

Segundo relatou ao canal local WTHR-TV, a situação tem-se repetido ao longo de oito anos, com a conta a ser desativada cinco vezes, o que, garante, lhe custou milhares de dólares em negócios perdidos. “Não é engraçado. Não quando me tiram o meu dinheiro”, afirmou o advogado, que exerce há 38 anos, recordando que começou a sua carreira quando o fundador da rede social, Mark Elliot Zuckerberg, tinha apenas três anos.

Uma disputa de identidade que custa caro
Mark S. Zuckerberg afirma que pagou cerca de 11 mil dólares (aproximadamente 9400 euros) em publicidade na plataforma, investimento que considera ter sido desperdiçado devido às suspensões injustificadas. “É como comprar um outdoor na berma da autoestrada, pagar às pessoas pelo outdoor e depois eles vêm e colocam um enorme cobertor por cima, sem que se tire qualquer benefício do que foi pago”, explicou ao mesmo canal.

Na ação interposta no Tribunal Superior de Marion, em Indiana, o advogado acusa a Meta de violação contratual, ao remover anúncios pelos quais já tinha pago.

Provar que é Mark Zuckerberg
Em declarações a meios locais, o advogado partilhou ainda emails que recebeu do Facebook, onde era acusado de não estar a usar um “nome autêntico”. Para tentar resolver a questão, chegou a enviar cópias do cartão de identificação e várias selfies, na tentativa de comprovar a sua identidade.

Na mesma entrevista, recordou um episódio insólito em que até chegou a ser confundido judicialmente com o fundador da rede social: “Sou Mark Steven. E ele é Mark Elliot”, sublinhou, numa tentativa de desfazer confusões.

Devido aos sucessivos incidentes, decidiu criar um site próprio — zucklaw.com
— onde reúne registos de situações em que foi confundido com o multimilionário norte-americano. Entre essas situações está um processo movido pelo estado de Washington, que alegava abuso, e que tinha como alvo o verdadeiro Mark Zuckerberg.

Meta reconhece erro, mas advogado não desiste
A conta do advogado voltou a ser bloqueada em maio deste ano, tendo sido posteriormente reativada apenas após o processo judicial ser iniciado.

Numa reação oficial, a Meta admitiu a falha: “Reinstalámos a conta de Mark Zuckerberg, depois de verificarmos que tinha sido desativada por erro. Agradecemos a paciência do Sr. Zuckerberg nesta questão e estamos a trabalhar para tentar impedir que isto volte a acontecer no futuro”, afirmou a empresa em comunicado.

Apesar desta declaração, o processo segue em tribunal, com Mark S. Zuckerberg a insistir que as suspensões não só prejudicaram a sua reputação profissional como também lhe causaram perdas financeiras diretas.

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