Miguel Sousa Tavares em ‘guerra’ aberta com diretor-adjunto do Correio da Manhã ameaça com processo por difamação

A polémica surge após Armando Esteves Pereira ter publicado textos sobre Teresa Caeiro, ex-mulher de Sousa Tavares, afirmando que esta terá sido vítima de violência doméstica durante o casamento com o comentador, entre 2011 e 2017.

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Agosto 20, 2025
13:32

Miguel Sousa Tavares anunciou esta quarta-feira, 20 de agosto, a sua saída do jornal Record, na sequência de um alegado “ataque difamatório” por parte de Armando Esteves Pereira, diretor-geral editorial adjunto do Correio da Manhã. A polémica surge após Esteves Pereira ter publicado textos sobre Teresa Caeiro, ex-mulher de Sousa Tavares, afirmando que esta terá sido vítima de violência doméstica durante o casamento com o comentador, entre 2011 e 2017.

Em comunicado publicado na última coluna de opinião do escritor, Sousa Tavares afirma: “O diretor adjunto do Correio da Manhã dirigiu-me do nada um ataque difamatório de uma tamanha gravidade que, obviamente, não passará sem consequências. E a primeira delas é abandonar um jornal que pertence ao grupo empresarial e editorial do CM…”

O comentador referiu ainda ao jornal 24 Horas que irá recorrer à justiça para defender não só a sua honra, mas também a memória da ex-mulher: “Vou fazer o que tenho de fazer, não só para defender a minha honra, mas também a memória da Teresa.”

Polémica em torno de Teresa Caeiro
Armando Esteves Pereira voltou a abordar o tema na edição de hoje do Correio da Manhã, descrevendo Teresa Caeiro como “uma vítima não contabilizada de violência doméstica em Portugal” e reforçando que “todas as pessoas amigas conheciam o seu drama. Houve uma relação tóxica na sua vida que lhe mudou mais do que a aparência e deixou marcas profundas no seu ânimo e afetou a sua saúde”.

O diretor-adjunto sublinhou ainda: “E ao contrário do que se possa pensar, este crime covarde é igualmente brutal em todos os estratos e classes sociais. Não é um assunto exclusivo de famílias pobres e desestruturadas. Da casa mais humilde ao endereço mais luxuoso abundam histórias de horror escondidas por quatro paredes.”

Esteves Pereira afirmou que a decisão de escrever sobre o caso foi motivada por um “imperativo ético”, garantindo que não procurava protagonismo: “Nunca andei em ‘bicos de pés’, nem nunca procurei nenhum tipo de protagonismo. Acredito que o jornalista tem o dever de dar notícias, não ser protagonista delas. Mas estou de consciência tranquila. Nasci na Serra da Estrela, onde ainda se preza a honra. O bom-nome e a reputação são os bens mais preciosos que tenho. Não admito que ninguém coloque isso em causa.”

Em nota publicada pelo Record, Miguel Sousa Tavares explicou as razões da sua saída: “É sempre triste dizer adeus, sobretudo quando a despedida é inesperada e motivada por razões mesquinhas. Hoje despeço-me dos leitores do Record, pondo fim a uma colaboração feita a pedido do seu diretor Bernardo Ribeiro e que muito prazer me deu. Mas há circunstâncias que não nos permitem compactuar com o que não tem conciliação possível.”

O comentador reforçou ainda: “O diretor adjunto do Correio da Manhã dirigiu-me do nada um ataque difamatório de uma tamanha gravidade que, obviamente, não passará sem consequências. E a primeira delas é abandonar um jornal que pertence ao grupo empresarial e editorial do CM, muito embora nada haja de comum entre o jornalismo que aqui se faz e aquilo que se faz no CM. É com pena que me despeço dos leitores, mas não havia volta a dar.”

A família de Teresa Caeiro emitiu um comunicado em que pede “respeito, contenção e que a sua memória seja honrada”. Na mesma nota, a família “lamenta profundamente e repudia os rumores e falsidades que circulam sobre a sua vida pessoal e íntima”.

Teresa Caeiro, ex-deputada do CDS, foi encontrada sem vida em casa aos 56 anos. Sousa Tavares sublinhou que, apesar da dor, é necessário proteger a memória da ex-mulher: “A Teresa era uma mulher valorosa e gentil, a sua memória merece todo o respeito. E em honra dessa memória, devo-lhe mais do que uma homenagem, tenho o dever de não aceitar uma narrativa socialmente mais conveniente, porque é falsa.”

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