De acordo com o Laboratório de Polícia Científica (LPC) e a Polícia Judiciária (PJ), os pedidos de exames em laboratório relativos a Droga e Toxicologia que chegam da Madeira e Açores, e que após análise fica comprovado que se tratam de novas drogas (Novas Substâncias Psicoativas, NSP), correspondem a 60% do total nacional, quase dois terços.
A discrepância é noticiada pelo Público, a quem a PJ adianta que os dados mostram “o peso enorme” das regiões autónomas no consumo de novas drogas.
A “desproporção” face a Portugal continental não se verifica só quanto a resultados, mas também nos pedidos feitos: as perícias feitas em laboratório para todas as drogas na Madeira e Açores só correspondem a entre 7% e 8% de todos os pedidos a nível nacional.
os dados respeitam até 31 de julho deste ano. Já no ano passado, os pedidos da Madeira e Açores relativos a análises laboratoriais que depois confirmam NSP representavam mais de metade do total nacional, sendo nos anos anteriores a percentagem ainda superior (acima de 70%).
Os números absolutos não são separados entre as duas regiões e no no passado correspondiam a 143 do total de 255 pedidos de análise que vieram a confirmar novas drogas.
A descida em 2022 é explicada pelo facto de a lista de drogas criminalizadas ter sido atualizada e passado a incluir, por exemplo, uma droga comum na Madeira, o ‘bloom’, que foi criminalizado em 2021 e que, no ano seguinte, quando detetada em pedidos de exames periciais, deixou de contar como nova substância psicoativa.













