Legislativas: PS arrisca pior resultado em 38 anos. Chega ‘dispara’ e AD em queda, aponta sondagem

Sondagem publicada no ‘Jornal de Notícias’ apontou outra conclusão: os dois principais partidos estão há dias num processo de degradação da base eleitoral, com consequências diferentes

Revista de Imprensa
Maio 13, 2025
9:30

O PS arrisca o pior resultado em 38 anos em eleições legislativas, concluiu esta terça-feira a sondagem da Pitagórica: os socialistas, com 25,1%, não param de cair nas intenções de voto e mantêm uma distância de sete pontos percentuais para a AD (32%). Já o Chega reforçou o crescimento, aproximando-se do resultado das últimas eleições (18%). Seguem-se IL (6,9%), Livre (4,5%), CDU (3,3%), BE (2,4%) e PAN (1,8%).

A sondagem publicada no ‘Jornal de Notícias’ apontou outra conclusão: os dois principais partidos estão há dias num processo de degradação da base eleitoral, com consequências diferentes. A AD fica mais longe da maioria, mesmo com a IL, mas reforça a sua posição face às últimas eleições; já o PS está no terceiro dia de perdas, o que, a confirmar-se, pode significar o pior resultado do partido dos últimos 38 anos, desde a primeira maioria de Cavaco Silva, quando registou 22,2%.

A sondagem apontou também que o bloco central – aliança entre AD e PS – vale agora apenas 57 pontos percentuais, o segundo registo mais baixo em 50 anos de democracia: os mais jovens (entre 18 e 34 anos) são os que mais se afastam dos dois principais partidos, com apenas 34%.

O Chega de André Ventura, após quatro dias em queda, reemergiu para o patamar que lhe rendeu 50 deputados nas últimas legislativas, subindo quase três pontos percentuais.

Entre os restantes partidos, o destaque vai para a Iniciativa Liberal, que baixou de 7,8% iniciais para 6,9% neste momento, ainda assim mais dois pontos do que nas últimas eleições. O Livre de Rui Tavares averbou 4,5%, um ponto percentual do que registou no arranque das sondagens diárias. Na mesma está a CDU de Paulo Raimundo (3,3%).

O Bloco de Esquerda (2,4%) enfrenta um cenário complicado: está melhor do que no arranque, mas perde dois pontos face às legislativas de 2024. Por último, o PAN, a registar uma percentagem que lhe poderá permitir manter-se no Parlamento.

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