Invadir a Assembleia da República: este era um dos objetivos do Movimento Armilar Lusitano (MAL), de acordo com o ‘Correio da Manhã’, que terá sido criado para derrubar o regime através de ações terroristas violentas contra instituições estatais.
O pai da deputada Rita Matias, Manuel Matias, faz parte do grupo de apoiantes num grupo privado nas redes sociais. “Apanhou-me de surpresa. Não conheço o grupo. Estou, aliás, nos antípodas dessas pessoas”, referiu, embora tenha já publicado conteúdos nesses fóruns, garantiu o jornal diário.
A Polícia Judiciária iniciou a investigação há quatro anos e avançou para a operação quando considerou que o grupo de extrema-direita tinha capacidade para um ataque em larga escala.
O grupo foi constituído em 2018 devido à frustração dos militantes de extrema-direita com o PNR (atual Ergue-te) e com a Nova Ordem Social, de Mário Machado, em se constituírem como um partido, numa altura em que o Governo estava entregue ao PS com apoio dos partidos de esquerda. A PJ começou a acompanhar encomendas, entregas via postal e chegou a efetuar escutas aos líderes – há suspeitas de que o grupo tenha enterrado bidões de 50 litros na zona florestal de Monsanto, embora não se saiba para que objetivo.
O grupo era constituído por militantes da extrema-direita “experientes”, mas com “grande capacidade para recrutar dezenas de pessoas, nomeadamente jovens”, através das redes sociais, apontou a PJ.
Recorde-se que a PJ deteve esta terça-feira seis elementos do Movimento Armilar Lusitano: em comunicado, a Polícia Judiciária indicou que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, domiciliárias e não domiciliárias, no âmbito da investigação desta organização extremista que poderá estar ligada a crimes como terrorismo, discriminação e incitamento ao ódio e à violência, assim como detenção de arma proibida.
“Em resultado das buscas efetuadas, foi possível proceder às detenções em flagrante delito e à apreensão de material explosivo de vários tipos, de várias armas de fogo, algumas das quais produzidas através de tecnologia 3D, várias impressoras 3D, várias dezenas de munições, várias armas brancas, material informático, entre outros elementos de prova”, revelou a PJ, em comunicado.






