O setor têxtil, particularmente o segmento da moda e design, mobilizou-se para combater a pandemia de coronavírus, com as grandes multinacionais a avançar com avultadas doações financeiras para a compra de material médico e proteção ou até com a produção destes equipamentos nas suas próprias fábricas.
Na vizinha Espanha, o grupo Inditex foi um dos primeiros a demonstrar solidariedade. Amancio Ortega, proprietário da Inditex, informou que disponibilizou ao governo os seus recursos logísticos, de produção e de gestão. Além de doar mais de 300 mil máscaras, estabeleceu uma ponte aérea com a China e conseguiu trazer 35 milhões de máscaras, luvas, ventiladores e roupas de proteção. Sandra Ortega, filha de Amancio Ortega, doou 1 milhão de máscaras faciais, 5 mil fatos e telas de proteção.
A empresa têxtil Mango distribuiu dois milhões de máscaras entre os hospitais espanhóis. Além disso, comprometeu-se a fabricar 13 mil vestidos descartáveis de polietileno para equipamentos de saúde.
O grupo Puig, que agrupa marcas como Carolina Herrera, Jean Paul Gaultier ou Paco Rabanne, confirmou que colaborará com o governo espanhol na fabricação de desinfetantes.
E a C&A doou 41 mil máscaras para o Hospital Universitário de La Paz, em Madrid, e também anunciou que fornecerá cerca de 240 mil máscaras para hospitais europeus.
No resto do mundo, destaque para a atuação do grupo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton SE) que remodelou as unidades de produção de perfumes e cosméticos para fabricar e distribuir gel desinfetante gratuitamente. Nos primeiros momentos da crise, importou 10 milhões de máscaras e prometeu repetir por, pelo menos, quatro semanas e em quantidades semelhantes.
A Louis Vuitton, em particular, anunciou a produção de milhares de roupas hospitalares para serem doadas ao pessoal médico que trabalha, na linha de frente, na rede de hospitais parisienses AP-HP (hospital regional operando em Paris e arredores).
E a Dior reabriu as fábricas Baby Dior em Redon para a produção contínua de máscaras, enquanto a Fundação Tiffany & Co. doou um milhão de dólares na luta contra o coronavírus.
O grupo Kering forneceu ao serviço de saúde francês três milhões de máscaras cirúrgicas. As fábricas francesas das Casas Balenciaga de Kering e Yves Saint Laurent prepararam-se para fazer máscaras. Kering também fez uma doação financeira ao Institut Pasteur para apoiar a pesquisa da covid-19.
O grupo Richemont doou 1,2 milhão para combater a covid-19.
A contribuição da empresa francesa Hermés foi de 20 milhões de dólares para hospitais públicos na região de Paris. Uma doação financeira para além das mais de 30 toneladas de desinfetante para mãos produzidas na sua fábrica de fragrâncias em Vaudreuil e mais de 31 mil máscaras.
A Prada, além de doar meios para serem criadas duas unidades de terapia intensiva para cada hospital de Milão, começou a fazer máscaras e aventais para os profissionais de saúde.
A Giorgio Armani doou mais de 2 milhões de euros para quatro hospitais e assumiu a tarefa de fabricar vestidos descartáveis para enfermeiros.
O grupo Versace, através de Donatella Versace doou 200 mil euros à UTI do hospital San Raffaele em Milão.
No grupo Dolce & Gabbana, foram o Domenico Dolce e Stefano Gabbana a doar fundos para a pesquisa de soluções médicas e combate à covid-19.
As marcas Moncler e Burberry adaptaram as fábricas na Bulgária para a produção de roupas e máscaras sanitárias.
A H&M doou mais de 500 mil euros ao Fundo de Resposta de Solidariedade covid-19 para monitorizar e limitar a propagação do coronavírus.













