Índice de desaprovação do presidente brasileiro Lula atinge máximo histórico, aponta sondagem

Crescente insatisfação com o líder esquerdista de 79 anos, estende-se mesmo até ao seu bastião político no nordeste, e surgiu numa altura em que se avalia uma possível tentativa de reeleição

Francisco Laranjeira
Abril 2, 2025
15:37

A maioria dos brasileiros desaprova o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da maior economia da América Latina, revelou esta quarta-feira uma sondagem, citada pela agência ‘Reuters’, numa altura em que os elevados níveis de inflação preocupam cada vez mais os eleitores antes das eleições do próximo ano.

A crescente insatisfação com o líder esquerdista de 79 anos, estende-se mesmo até ao seu bastião político no nordeste, e surgiu numa altura em que se avalia uma possível tentativa de reeleição. De acordo com a sondagem Quaest, encomendada pela corretora Genial, 41% dos inquiridos aprovam o Governo de Lula da Silva, abaixo dos 47% registados em janeiro último, sendo que a desaprovação aumentou de 49% no início do ano para 56% – isto marcou o maior nível de desaprovação de Lula nos seus três mandatos não consecutivos como presidente, apontou a Genial.

A nova sondagem sugeriu que as medidas que o Governo esperava que fizessem aumentar a sua popularidade não tiveram qualquer efeito imediato: incluem uma proposta para isentar do imposto sobre o rendimento os brasileiros que ganhem 5.000 reais (880 dólares) ou menos por mês e reduzir os impostos de importação de certos produtos para conter a inflação alimentar.

“A incapacidade do Governo em inverter o quadro de desaprovação é também o resultado de uma deterioração da perceção da economia”, afirmou o administrador da Quaest, Felipe Nunes. “Boa parte disto está relacionado com o elevado preço dos alimentos e com a perceção cada vez maior de que o combustível está mais caro nos postos de abastecimento de combustível, o que produz uma perceção generalizada de que o poder de compra dos portugueses hoje é menor do que era há um ano.”

A inflação acumulada em 12 meses no Brasil atingiu um máximo de dois anos de 5,26% no início de março, muito acima do limite superior da meta do banco central de 1,5% a 4,5%, à medida que os decisores políticos continuam a apertar a política monetária.

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