O Governo argentino de Javier Milei foi obrigado a corrigir a “terminologia obsoleta” usada num documento oficial onde se referia a pessoas com deficiências intelectuais com termos como “idiota”, “imbecil” e déil mental”, indicou esta sexta-feira a agência ‘AFP’.
Em janeiro último, a Agência Nacional de Disabilidade (ANDIS) publicou uma resolução na qual estabelece os parâmetros com os quais os indivíduos serão avaliados para obter ou continuar a receber um subsídio de incapacidade. Num anexo, são descritos os níveis de desenvolvimento intelectual de “débeis mentais”.
De acordo com este texto, primeiro está o “idiota”, que “não atravessou o estágio verbal, não lê ou escreve, não conhece o dinheiro…” depois, o “imbecil”, que “não lê ou escreve, (mas) atende às suas necessidades elementares”; e, finalmente, o “débil mental profundo”, que “executa tarefas rudimentares”, o “moderado” e o “leve”, que “podem executar tarefas maiores”.
“A pensão cabe àqueles que apresentam debilidade mental profunda ou maior”, referiu o texto, publicado no ‘Diário Oficial’, no âmbito de uma ampla auditoria implementada pelo Governo ultra-liberal Javier Milei para rever a ideoneidade de pensões de incapacidade.
Após o repúdio desse conteúdo por organizações de direitos humanos e pessoas com deficiência, ANDIS reconheceu, em comunicado, que a publicação de tais termos era “um erro derivado do uso de conceitos pertencentes a uma terminologia obsoleta”.














