A doença hemorrágica epizoótica foi identificada em Itália inicialmente, depois em Espanha e chegou a Portugal em dezembro. Conta já com casos em 14 explorações de animais nas regiões do Alentejo e Centro.
Devido aos casos já identificados em solo nacional, todo o país está em alerta com a doença, que afeta animais ruminantes, especialmente bovinos e cervídeos selvagens.
“É transmitida por vetores e não afeta os seres humanos”, explica a diretora-geral de Alimentação e Veterinária, Susana Pombo, à TSF.
Segundo adiantou a responsável, quando é detetado um caso de infeção numa exploração, “é estabelecido um raio de 150 quilómetros que limita o movimento dos animais a partir dessa grande área para outras zonas onde nunca foi reportada a doença, isto numa perspetiva de controlo”.
No entanto, segundo Susana Pombo, a doença hemorrágica epizoótica “está a expandir-se rapidamente” em Portugal, tal como em Espanha.
O consumo de carne de animais infetados não é perigoso e não se conhece nenhum caso de animais mortos devido à infeção em Portugal, algo já registado em Espanha.
A doença é nova e, por isso, não há vacina, pelo que tudo o que se pode fazer é prevenir e controlar a transmissão: através de controlo de mosquitos, vetores de transmissão, aplicar medidas de higiene nas explorações e limitar a movimentação de animais potencialmente infetados num raio de 150 quilómetros.
Os casos registados a norte e centro significam que a área coberta pelas medidas de restrição da movimentação de animais potencialmente infetados já representa praticamente todo o território português, deixando apenas uma faixa do noroeste ‘livre’.
“É uma doença que tem uns sinais clínicos que são mais frequentes e que os médicos veterinários e os senhores produtores devem estar atentos, como lesões na mucosa oral, no focinho”, alerta a responsável, indicando também que há casos reportados de animais que produzem saliva em excesso, apresentam sintomas como corrimento nasal e inflamação na coroa dos cascos, coceira e febres.














