Termina esta segunda-feira o segundo período de greve dos trabalhadores da SPDH/Menzies (ex-Groundforce). O protesto, convocado pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) e o Sindicato dos Transportes (ST), diz respeito ao fim de vencimentos base abaixo do salário mínimo nacional, por melhores salários, pelo cumprimento do pagamento das horas noturnas ou a manutenção do acesso ao parque de estacionamento nos mesmos termos e condições que sempre lhes foram aplicados, entre outros.
Seguem-se mais dois períodos de greve, entre as 00:00 do dia 15 de agosto e as 23:59 do dia 18 de agosto, e entre as 00:00 do dia 29 de agosto e as 23:59 do dia 1 de setembro.
Na passada sexta-feira, a greve de trabalhadores da Menzies provocou hoje o cancelamento de 12 partidas e oito chegadas de voos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, até cerca das 10:00, disse o secretário-geral do SIMA, José Simões, à Lusa.
“Esta greve é o resultado direto da intransigência da administração da Menzies, representada pelo seu vice-presidente Rui Gomes, que optou pelo confronto em vez do diálogo, recusando soluções que respeitassem os direitos dos trabalhadores e os interesses do país”, acusou o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), em comunicado divulgado hoje.
Para o sindicato, “em plena época alta do turismo, a Menzies e a TAP optaram por virar costas aos seus profissionais, aos clientes e a todos os que visitam Portugal, com uma postura arrogante, irresponsável e calculada”. “Perante os problemas laborais persistentes e justas reivindicações dos trabalhadores, a resposta da Menzies e da TAP foi clara, não negociar”, vincou.
Já um porta-voz da Menzies lamentou, em declarações enviadas à comunicação social, “que os sindicatos insistam em promover uma narrativa distorcida, baseada em alegações infundadas e demonstrem falta de disponibilidade para um diálogo justo e honesto”.
“Lamentamos ainda que tenha sido convocada uma greve com base em argumentos deturpados e infundados, e apelamos a um diálogo construtivo, com vista a evitar perturbações desnecessárias para os passageiros numa altura de grande atividade no setor da aviação”, salientou ainda a britânica Menzies Aviation, que detém 50,1% da antiga Groundforce (os restantes 49,9% mantiveram-se na TAP).














