O Hospital Amadora-Sintra abriu um “inquérito interno e informou a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde” sobre o caso da morte de duas gémeas, às 27 semanas de gestação, no dia de Natal, 25 de dezembro, do ano passado.
A mãe das crianças, Cassilda, conta ao Correio da Manhã que teve de ficar com as filhas mortas no ventre durante dois dias. A mulher angolana, de 32 anos, que vive há dois em Portugal, acusa o hospital de “negligência”, mas o Amadora-Sintra argumenta que se tratava de “gravidez de grande risco”, por ser gemelar, monocoriónica (apenas com uma placenta), e pelo facto de a grávida ter hipertensão.
Cassilda foi internada dia 11 de dezembro, com pressão arterial alta, e fez tratamentos para baixar os valores. Passados 9 dias, a mãe foi informada de que um dos bebés tinha “restrição de crescimento” e foi decidido fazer um exame de cardiologia fetal, que nunca se viria a realizar.
Só já este ano, a 4 de janeiro, e 10 dias depois das meninas terem morrido, é que recebeu SMS para a consulta, a ser realizada no Hospital de Santa Cruz.
O Amadora-Sintra diz que não tinha meios para o exame e que o outro hospital não foi informado das mortes.
Após dois dias com as filhas mortas na barriga, os partos foram realizados no dia 27 de dezembro, com três horas de diferença. Cassilda diz que, no segundo caso, fê-lo sem qualquer assistência, dizendo que chamou várias vezes por ajuda e “não veio ninguém”.
O hospital nega e sustenta que foi assistida por duas enfermeiras especialistas.






