“Grave risco para a saúde pública”: Agência Europeia do Medicamento alerta para centenas de perfis a vender Ozempic falso

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) alertou esta quarta-feira para um aumento significativo na venda de falsos medicamentos para emagrecer em vários países da União Europeia, advertindo que estes produtos ilegais representam um “grave risco para a saúde pública”.

Pedro Gonçalves
Setembro 3, 2025
17:17

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) alertou esta quarta-feira para um aumento significativo na venda de falsos medicamentos para emagrecer em vários países da União Europeia, advertindo que estes produtos ilegais representam um “grave risco para a saúde pública”.

Segundo o regulador, nos últimos meses foi registada uma “subida acentuada” do número de medicamentos comercializados e vendidos como agonistas do GLP-1 — uma classe de fármacos que inclui os populares semaglutido, liraglutido e tirzepatido. Estes medicamentos, usados tanto no tratamento da diabetes como na perda de peso, ganharam notoriedade com marcas como Wegovy, Ozempic, Saxenda e Mounjaro, disponíveis apenas mediante prescrição médica e através dos serviços de saúde oficiais.

As autoridades europeias identificaram centenas de perfis falsos em redes sociais, anúncios e listagens em plataformas de comércio eletrónico a promover estes produtos ilegais. Muitos destes sites recorrem a logótipos oficiais e a falsas recomendações para induzir em erro os consumidores, revelou a EMA.

“Estes produtos ilegais não estão autorizados e não cumprem os padrões necessários de qualidade, segurança e eficácia”, sublinhou a agência.

De acordo com o regulador europeu, os riscos associados ao consumo destes medicamentos falsificados são elevados. “Podem não conter a substância ativa anunciada e, em contrapartida, incluir níveis perigosos de outras substâncias”, alertou a EMA.

A agência acrescentou ainda: “As pessoas que recorrem a estes produtos correm um risco muito elevado de falha no tratamento, de problemas de saúde inesperados e graves, bem como de interações perigosas com outros medicamentos.”

A EMA reforça que apenas os medicamentos fornecidos pelas vias oficiais, com prescrição médica e aprovados pelas autoridades competentes, oferecem garantias de segurança e eficácia, apelando aos cidadãos para não adquirirem produtos através de canais não autorizados.

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