França desiste do plano da NATO de financiar armas dos EUA para a Ucrânia

França também está a ter dificuldades para aumentar os seus gastos com Defesa devido aos esforços contínuos para reduzir o orçamento nacional e cortar a sua dívida

Francisco Laranjeira
Julho 16, 2025
13:14

A França não planeia aderir à iniciativa apoiada pela NATO para que os países europeus financiem entregas de armas americanas para a Ucrânia, revelou o jornal ‘POLITICO’. O presidente Emmanuel Macron pressionou a Europa a fortalecer a sua própria indústria de defesa, concentrando-se na produção nacional de armas, revelaram duas autoridades francesas à publicação.

A posição de Macron é um dos principais motivos por trás da recusa de Paris em aderir ao plano, que visa acelerar o apoio militar à Ucrânia recorrendo aos stocks existentes da NATO e, em seguida, reabastecer esses stocks reduzidos comprando substitutos dos EUA.

A França também está a ter dificuldades para aumentar os seus gastos com Defesa devido aos esforços contínuos para reduzir o orçamento nacional e cortar a sua dívida.

A Alemanha emergiu como uma das principais defensoras do plano. O chanceler Friedrich Merz disse recentemente ao presidente dos EUA, Donald Trump, que Berlim desempenharia um “papel decisivo” nas entregas. O Governo alemão vê a compra de armas dos EUA como uma das poucas maneiras rápidas de equipar a Ucrânia, dada a capacidade limitada de produção da Europa.

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, que chegou a Washington esta segunda-feira para se encontrar com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, enfatizou o compromisso da Alemanha com maior responsabilidade pela defesa europeia. “Estamos determinados a assumir maior responsabilidade pela dissuasão e defesa da Europa, ao mesmo tempo em que reconhecemos que a contribuição dos Estados Unidos da América continua indispensável para a nossa segurança coletiva.”

No passado dia 14, Trump anunciou que os EUA e os seus aliados da NATO haviam fechado um acordo segundo o qual as armas americanas seriam enviadas à Ucrânia, com os membros da aliança a cobrir o custo. No dia seguinte, o presidente americano afirmou que mísseis para os sistemas Patriot da Ucrânia já estavam a ser enviados da Alemanha.

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