O antigo primeiro-ministro da Rep. Cheva, Andrej Babis, foi obrigado a deslocar-se ao hospital depois de ter sido atacado numa ação de campanha eleitoral na passada segunda-feira.
Babis, que lidera as sondagens para as eleições parlamentares de outubro, foi atingido na cabeça e nas costas com uma muleta durante um comício em Dobrá, no leste da República Checa – o candidato foi levado ao hospital para fazer um raios X, tendo recebido alta logo de seguida.
“Obrigado a todos pelo apoio, espero ficar bem. Amanhã ainda estarei a aguardar uma avaliação mais aprofundada dos resultados dos testes, mas os médicos recomendaram repouso, então, infelizmente, terei de cancelar pelo menos o programa de amanhã na região de Olomouc. Peço sinceras desculpas a todos que queriam me conhecer”, escreveu Babis, líder do partido populista de direita ANO, na rede social ‘X’.
A polícia fez uma prisão e classificou o ato como “conduta desordeira”.
O ataque foi condenado pelo primeiro-ministro checo Petr Fiala, que disse que “a violência não pertence à política”.
“Eu realmente apelo a todos: vamos ouvir uns aos outros, vamos conversar juntos, vamos buscar a solução certa. Mas vamos deixar a violência e a agressão de lado. Uma sociedade que age dessa maneira é perigosa”, disse Fiala.
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán considerou o ataque como o resultado da demonização política de Babis pelos seus adversários. “Depois da Eslováquia, a violência infiltrou-se na política checa também. Não é de se admirar. Seus adversários políticos demonizaram Babis por anos. Este é o resultado. Mas eles não o impedirão. Ele continuará e vencerá as eleições!”, referiu, na rede social ‘X’.
Babis — que foi primeiro-ministro checo entre 2017 e 2021 — está a caminho de regressar ao poder, já que o seu partido ANO lidera nas sondagens com 31%, enquanto a coaligação governista Spolu (Juntos) está atrás, com 21%.














