O fim do regime fiscal favorável para não residentes e o aumento de impostos para os mais ricos no Reino Unido está a provocar uma fuga de executivos e milionários.
Segundo uma análise do Financial Times, com base em dados da Companies House, entre outubro do ano passado e julho deste ano 3.700 diretores de empresas abandonaram o território britânico, mais 36,4% do que no período homólogo de 2024, revela o ‘Negócios’.
Os Emirados Árabes Unidos lideram a lista de destinos preferidos, seguidos da Alemanha, Espanha, EUA, China, Paquistão e França. Portugal surge em oitavo lugar, à frente da Austrália, mas ganha destaque quando considerados apenas cidadãos britânicos, ocupando a quarta posição, logo atrás dos EUA e de Espanha.
O governo trabalhista, liderado por Keir Starmer, pôs fim ao regime fiscal dos “não-domésticos”, que permitia a residentes declarar morada de longa duração no estrangeiro para evitar a tributação sobre rendimentos e ativos globais. O Office for Budget Responsibility estima que estas mudanças possam gerar 33,8 mil milhões de libras (cerca de 39,2 mil milhões de euros) em cinco anos, mas alerta para a incerteza da previsão, dado depender das escolhas de um número reduzido de contribuintes ricos.














