Uma onda de calor “excecional” está a atingir grande parte da Europa, com temperaturas a ultrapassar os 42 graus Celsius em partes de França, Portugal, Balcãs e Espanha. O Velho Continente tem várias áreas em alerta extremo de risco de incêndio, notou o site espanhol ’20 Minutos’.
O sul de França e grande parte do centro do país estão em alerta vermelho esta segunda-feira, de acordo com o serviço meteorológico Météo France, que indicou que esta onda de calor será “muito intensa, até mesmo excecional” em 12 departamentos do país, com as máximas a ultrapassarem frequentemente os 40 graus Celsius e, localmente, a atingir os 42 graus Celsius, levando provavelmente a temperaturas recorde.
O evento climático severo em França começou na passada sexta-feira e espalha-se de sul para norte, impulsionado pela onda de calor que atinge Espanha há nove dias e atingiu o seu pico esta segunda-feira. A situação extrema que começou no passado dia 3 na Península Ibérica não se dissipará pelo menos até quarta-feira, como está atualmente previsto pela Agência Meteorológica Espanhola (Aemet).
Em comunicado, o porta-voz da Aemet, José Luis Camacho, previu que “as temperaturas muito elevadas continuarão a manter-se na maior parte da Península Ibérica, incluindo as ilhas Baleares e Canárias, com aumentos notáveis no País Basco e Navarra (norte)”, com temperaturas superiores a 42 graus.
Calor extremo e incêndios em Portugal
O calor, lembrou o site espanhol, tem atingido fortemente Portugal, onde são esperadas máximas de 43 graus num dia em que se mantém o estado de alerta devido às altas temperaturas e como precaução contra incêndios. Devido às temperaturas desta segunda-feira, 12 dos 18 distritos do país estão sob aviso laranja de calor, enquanto os restantes seis distritos, localizados no litoral norte, estão a nível amarelo, de acordo com o site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Portugal tem enfrentado vários dias de temperaturas elevadas e incêndios florestais, o que levou o Governo a declarar o estado de alerta até à próxima quarta-feira, altura em que a previsão meteorológica deverá melhorar.
Reino Unido, Suíça e Itália em alerta
Grande parte do Reino Unido está a entrar na sua quarta onda de calor do verão esta semana, com temperaturas previstas para ultrapassar os 30 graus Celsius, informou o British Met Office (MET) esta segunda-feira. As altas temperaturas afetarão particularmente a Inglaterra e o País de Gales, devido a um fluxo de ar quente do sul. De acordo com o MET, as temperaturas podem atingir mais de 33 graus Celsius esta terça-feira.
A Suíça está a enfrentar temperaturas semelhantes, com a chegada de uma onda de calor que poderá atingir máximos de 34 a 37 graus em Genebra, no extremo oeste do país, enquanto outras zonas deverão atingir cerca de 31 a 34 graus. A situação em Itália é mais extrema, com temperaturas acima dos 35 graus e picos em algumas zonas do país que podem chegar aos 40 graus, situação que deverá persistir pelo menos até ao fim de semana, de acordo com as previsões meteorológicas.
Esta é a quarta onda de calor do verão italiano, considerada pelos especialistas como a mais intensa até à data, impulsionada por um poderoso anticiclone de origem norte-africana que está a transportar ar quente de origem subtropical sobre grande parte do território, segundo o portal especializado ‘Meteo.it’.
Os Balcãs
De acordo com as previsões meteorológicas regionais, o tempo nos Balcãs Ocidentais será predominantemente limpo durante a semana, com bastante sol e temperaturas a atingir os 41 graus Celsius na Macedónia do Norte, 40 graus Celsius na Sérvia e 39 graus Celsius na Croácia. As autoridades romenas emitiram um aviso meteorológico para as próximas 24 horas esta segunda-feira, prevendo-se que as temperaturas atinjam máximas de 41 graus Celsius em algumas regiões e um elevado risco de incêndios também devido aos ventos fortes.
A Albânia enfrenta também uma intensa onda de calor, com temperaturas a atingir os 41 graus Celsius, e vários incêndios florestais. Esta segunda-feira, o país recebeu assistência urgente dos Emirados Árabes Unidos e de vários países da União Europeia para combater os incêndios e proteger as zonas afetadas.














