O Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2025/2026 entrou esta sexta-feira numa etapa decisiva: o prazo para apresentação de reclamações aos resultados da 1.ª fase termina hoje.
Segundo a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), já são conhecidos os resultados desta primeira fase, que colocaram 43.899 estudantes em instituições de ensino superior. Outros 4.800 candidatos ficaram de fora, mas terão ainda oportunidade de concorrer à 2.ª fase, onde estarão em disputa 11.513 vagas sobrantes.
As listas com as notas de colocação foram divulgadas no início da semana, abrindo de imediato uma corrida contra o tempo. O período de matrícula e inscrição decorreu entre 25 e 28 de agosto, sendo obrigatório para todos os estudantes que garantiram colocação.
Hoje, assinala-se o fim do prazo para reclamações dos resultados da 1.ª fase. As decisões finais sobre essas reclamações só serão conhecidas a 29 de setembro.
Bolsas de estudo: quem pode pedir e até quando
Outro dos pontos críticos para milhares de famílias é o acesso às bolsas de estudo. O requerimento deve ser submetido até 30 de setembro ou, no caso de inscrições posteriores, nos 20 dias úteis subsequentes.
Para licenciados e mestres em estágio profissional, o mesmo prazo conta a partir da emissão do comprovativo de início de estágio. Mesmo quando a inscrição é feita antes de 30 de setembro, mantém-se o prazo mínimo de 20 dias úteis para submissão do pedido.
Se a candidatura for apresentada entre 1 de outubro e 31 de maio, o valor da bolsa é proporcional ao tempo letivo ainda em curso.
De acordo com a DGES, o valor mínimo anual ronda os 870 euros. O Programa +Superior, criado para atrair estudantes para regiões de baixa densidade populacional, segue os mesmos critérios. Até agora, em 2025, mais de 32 mil estudantes já submeteram pedido de bolsa.
O Ministério da Educação anunciou também uma medida excecional: este ano, as decisões sobre bolsas para estudantes colocados na 1.ª fase que sejam beneficiários de abono de família até ao 3.º escalão serão antecipadas. “A decisão será notificada de imediato”, lê-se no comunicado oficial.
Alojamento: prioridade e valores
Com a pressão habitacional a marcar o arranque de cada ano letivo, o Governo reforçou que os estudantes deslocados bolseiros terão prioridade nas residências públicas, onde o custo ronda os 90 euros mensais em quarto partilhado.
Se não conseguirem vaga, podem recorrer ao complemento de alojamento. Este apoio, para bolseiros, varia entre 55% e 95% do IAS (522,50 euros em 2025). Em concelhos com maior pressão, como Lisboa, Cascais e Oeiras, o apoio pode chegar aos 480 euros.
Para estudantes não bolseiros com rendimentos anuais até 14.630 euros, o complemento pode atingir 50% dos limites fixados, ou seja, 242 euros nestes concelhos.
A candidatura a este apoio não tem prazo específico, mas exige submissão de pedido de bolsa na plataforma da DGES. Para não bolseiros, o prazo vai até 31 de outubro, com a obrigação de assinalar que o objetivo é exclusivamente o complemento de alojamento.
Há, contudo, uma limitação: estudantes que recusem vaga em residência atribuída pelos serviços de ação social ficam impedidos de beneficiar do complemento.
Além disso, quem receba apoio ao alojamento tem também direito a um complemento de deslocação, que pode variar entre 40 e 400 euros, atribuído de forma automática.
2.ª fase já começou
A 2.ª fase do concurso nacional decorre entre 25 de agosto e 3 de setembro, com resultados previstos para 14 de setembro. Podem concorrer:
- candidatos não colocados na 1.ª fase,
- candidatos que queiram mudar de colocação,
- candidatos colocados que não realizaram matrícula,
- e estudantes que só agora reúnem condições para se candidatar.
Quem garantir vaga nesta fase vê anulada a matrícula da 1.ª fase, regra que se aplica também para a passagem da 2.ª para a 3.ª fase.
As vagas disponíveis resultam tanto das sobrantes da 1.ª fase como das que, tendo sido atribuídas, não chegaram a ser ocupadas. A lista final de vagas será publicada a 2 de setembro no site da DGES. Até lá, os candidatos podem ainda alterar a candidatura já submetida.





