Economia mundial deverá crescer 2,5% em 2025 e 2,6% em 2026, antecipa economista

A Schroders divulgou esta semana a sua atualização trimestral sobre as perspetivas para a economia global, onde mantém a previsão de crescimento global em 2,5% em 2025 e 2,6% em 2026, valores acima do consenso de mercado.

Fábio Carvalho da Silva e André Mendes
Agosto 28, 2025
10:57

A Schroders divulgou esta semana a sua atualização trimestral sobre as perspetivas para a economia global, onde mantém a previsão de crescimento global em 2,5% em 2025 e 2,6% em 2026, valores acima do consenso de mercado.

Segundo David Rees, economista-chefe global da Schroders, a atividade económica mundial mostrou resiliência na primeira metade do ano, apesar da incerteza provocada pelas tarifas comerciais. Com a assinatura de novos acordos e maior clareza política, a instituição considera que as projeções de crescimento continuam demasiado pessimistas. “O crescimento sólido deverá sustentar os ativos de risco, mas os mercados terão de lidar com um enquadramento de política monetária menos favorável”, afirmou.

Nos EUA, a Schroders considera improvável que a Reserva Federal avance já este ano com cortes significativos das taxas de juro. Para a gestora de ativos, a descida da taxa diretora para perto de 3% apenas deverá ocorrer em 2026, já que um alívio prematuro poderá agravar a pressão inflacionista. Apesar de algumas revisões em baixa nos dados do emprego, outros indicadores continuam a apontar para um mercado laboral robusto e para uma procura interna resiliente.

Na Europa, a instituição mostra-se mais otimista. No caso da Zona Euro, prevê que a economia continue a beneficiar do alívio da incerteza após o acordo comercial com os EUA e de condições monetárias e fiscais mais favoráveis, ainda que considere que o ciclo de descida de juros do Banco Central Europeu esteja terminado.

Já no Reino Unido, a Schroders alerta para riscos acrescidos de inflação, que poderá ultrapassar os 4% nos próximos meses e manter-se acima de 3% até meados de 2026, o que deverá obrigar o Banco de Inglaterra a manter a taxa diretora em 4%.

Na China, os economistas assinalam que a economia continua fragilizada pela crise no setor imobiliário e pela queda nas exportações, apontando para uma trajetória de crescimento mais fraca e para riscos deflacionistas persistentes.

O cenário é mais positivo para outros mercados emergentes, em particular a Índia e o Brasil, que já começaram ou estão prestes a iniciar ciclos de cortes de taxas de juro, aproveitando o impacto de moedas mais fortes para impulsionar a procura interna.

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