“É uma panela de pressão, é horrível”: ex-trabalhadores revelam o inferno em que se transformou o Twitter de Elon Musk

witter, desde a chegada de Elon Musk, passou de uma empresa em que qualquer um aspiraria chegar ou teria orgulho de trabalhar para uma dor de cabeça diária para os cerca de 2 mil funcionários restantes

Francisco Laranjeira
Março 10, 2023
11:25

O Twitter, desde a chegada de Elon Musk, passou de uma empresa em que qualquer um aspiraria chegar ou teria orgulho de trabalhar para uma dor de cabeça diária para os cerca de 2 mil funcionários restantes – de acordo com os britânicos ‘Inewspaper’, trabalhar na gigante tecnológica transformou-se num inferno no qual não está garantido que no dia seguinte se consiga aceder ao sistema ou realizar as suas tarefas.

O site britânico recolheu os testemunhos tanto de alguns dos trabalhadores ainda no ativo como de antigos funcionários sobre as profundas mudanças introduzidas por Elon Musk. E a conclusão é terrível: são tempos muito difíceis para o Twitter, qualquer um está na mira de despedimento – como há uma semana, quando 200 trabalhadores foram demitidos sem aviso prévio – e isto é apenas a ponta do icebergue: há toda uma montanha de problemas que a opinião pública não vê.

“É uma panela de pressão”, apontou um dos trabalhadores, que falou em condição de anonimato, por motivos óbvios. “Não há diretrizes. Não há respeito. Não há qualquer transparência. É horrível”, apontou, revelando que quem ainda está na empresa mantém jornadas diárias de mais de 10 horas de trabalho.

Outro caso exemplificativo da má situação do Twitter deu-se no último ‘apagão’ da rede social: segundo fontes no gigante tecnológico, foi contratado apenas um engenheiro para reescrever o código da aplicação, um trabalho que é realizado normalmente por uma equipa.

Não só as ordens de trabalho são precárias mas também a cadeia de comando está cada vez mais fraca. Segundo revelou um antigo trabalhador, há algumas semanas a equipa de gestão pediu aos responsáveis de cada secção que elaborassem uma lista de trabalhadores que mereciam uma promoção.

Mal sabiam o gigantesco tiro no pé que haviam acabado de dar: uma semana volvida, foram demitidos e substituídos pelas próprias pessoas que haviam recomendado. “Cada vez menos funcionários têm orgulho em dizer que trabalham no Twitter”, apontou Bruce Daisley, ex-vice-presidente da Europa, Médio Oriente e África no Twitter.

O antigo responsável acrescentou que muitos dos que continuam a trabalhar para Elon Musk fazem-no por obrigação: na sua autorização de trabalho nos Estados Unidos, ou estatuto de residência no país, está estritamente relacionado o seu emprego na gigante tecnológica, pelo que não têm solução que não aguentar. É talvez por isso, argumentou Daisley, que os funcionários ainda no ativo olham com uma mistura de inveja e horror para aqueles que foram demitidos.

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