Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, esteve presente esta manhã no Conselho de Ministros a convite de Luís Montenegro e fez uma comunicação na qual salientou “tratar-se de mais um dia de luto para os lisboetas”.
“É um acidente sem precedentes e vim aqui hoje [ao Conselho de Ministros] informar da situação e pedir apoio e celeridade na investigação”, continuou o autarca. “Precisamos da ajuda de todos.”
“A minha preocupação está com as vítimas, os feridos nos hospitais, as famílias que perderam os seus entes queridas. Não há palavra para tamanha dor. Neste momento, a prioridade é acompanhar as famílias, mas quero garantir que a empresa responsável dará todo o apoio às famílias. Decretámos três dias de luto nacional, mandámos fechar todos os funiculares. Neste momento, estamos a recolher todas as informações para apurar responsabilidades. Tudo o que se possa dizer é mera especulação.”
“A cidade precisa de respostas”, frisou Carlos Moedas. “Sou, em nome dos lisboetas, o primeiro interessado em que tudo seja apurado. Pedi ao presidente da Carris que não só abrisse uma investigação interna, mas também uma investigação independente, que apure todas as responsabilidades no mais curto espaço de tempo. Em relação a todos os outros funiculares da cidade, está a ser feita uma vistoria imediata e só voltarão a funcionar depois desta.”
O Governo decretou um dia de luto nacional, que será cumprido esta quinta-feira, na sequência do acidente do elevador da Glória, em Lisboa, que causou 17 mortos e 21 feridos, incluindo uma criança de três anos. Já a Câmara de Lisboa decretou três dias de luto municipal. O elevador da Glória, em Lisboa, descarrilou às 18:04 desta quarta-feira, na Calçada da Glória.
O elevador da Glória é gerido pela Carris, liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, num percurso de cerca de 265 metros e é muito procurado por turistas.














