Dos 41% da Síria aos 10% das ilhas Malvinas: ‘onda’ de tarifas de Trump atinge hoje mais 67 países

Para os países aos quais os EUA vendem mais do que compram, continua em vigor a taxa de 10% definida em 2 de abril, dia em que foi anunciada pela primeira vez uma série completa de taxas sobre os parceiros dos EUA

Francisco Laranjeira
Agosto 7, 2025
6:30

O presidente dos EUA, Donald Trump, vai dar, esta quinta-feira, mais um passo na sua agenda tarifária: o decreto da Casa Branca, assinado no passado dia 31, definiu tarifas atualizadas para 67 países, que variam entre os 10 (das ilhas Malvinas, por exemplo) e 41% – 35% para o Canadá, 25% para a Índia, 20% para Taiwan e 30% para a África do Sul, por exemplo -, sendo que os países que não constam do decreto terão um tarifa básica de 10%.

Para os países aos quais os EUA vendem mais do que compram, continua em vigor a taxa de 10% definida em 2 de abril, dia em que foi anunciada pela primeira vez uma série completa de taxas sobre os parceiros dos EUA.

Uma taxa de 15% é apresentada como o novo mínimo para os países com os quais os Estados Unidos consideram ter um défice comercial, de acordo com a CNN. Cerca de 40 países estão sujeitos a esta percentagem, incluindo Costa Rica, Equador, Venezuela e Bolívia.

A Síria é a mais afetada, com uma tarifa de 41%. Além disso, países como Myanmar (antiga Birmânia) e o Laos vão estar sujeitos a taxas de 40%. E apenas três países – República Democrática do Congo, Guiné Equatorial e Suíça – vão ter tarifas mais altas do que as que já lhes são aplicadas, de acordo com dados da ‘CNN’.

A China também segue um calendário distinto e receberá uma tarifa básica de 30% sobre as suas exportações para os EUA. Devido a negociações diretas com as autoridades americanas, a medida deve entrar em vigor em 12 de agosto.

Donald Trump afirmou no passado domingo que alguns americanos podem receber algum tipo de dividendo ou distribuição de dinheiro como resultado das tarifas impostas aos parceiros comerciais dos EUA. “Pode haver uma distribuição ou um dividendo para o povo de nosso país, eu diria que para as pessoas de renda média e baixa, poderíamos fazer um dividendo”, afirmou Trump aos jornalistas antes de embarcar no ‘Air Force One’, após deixar o seu clube de golfe em Nova Jersey.

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