Do Chile à Indonésia: quais foram os maiores terramotos da história?

Esses fenómenos, que abalaram continentes inteiros, são lembrados tanto pela sua força sísmica como pelas consequências que provocaram

Francisco Laranjeira
Março 28, 2025
17:40

Alguns dos terramotos mais intensos já registados deixaram uma marca profunda na história humana. Esses fenómenos, que abalaram continentes inteiros, são lembrados tanto pela sua força sísmica como pelas consequências que provocaram. Os seus efeitos foram medidos não apenas em números de magnitude, mas também em perdas humanas e danos estruturais. Cada um deles testou a capacidade de resposta das sociedades afetadas.

O terramoto mais forte alguma vez documentado ocorreu no Chile, a 22 de maio de 1960, com magnitude de 9,5 na escala de Richter. O epicentro foi localizado perto de Valdivia, e o sismo desencadeou um tsunami que atravessou o Oceano Pacífico. O desastre causou mais de 2.000 mortes e deixou quase 2 milhões de pessoas desabrigadas, marcando uma viragem na história sísmica do país sul-americano.

A 26 de dezembro de 2004, ocorreu outro dos episódios mais dramáticos: o terramoto de Sumatra-Andaman, com magnitude 9,1. Este violento terramoto subaquático desencadeou um tsunami que devastou comunidades costeiras na Indonésia, Sri Lanka, Índia e Tailândi. O número de mortos foi devastador: mais de 230 mil pessoas perderam a vida no que é considerado um dos piores desastres naturais do século XXI.

Também são dignos de nota o terremoto do Alasca, registado a 27 de março de 1964, com magnitude 9,2, e o terremoto de Kamchatka, na Rússia, ocorrido em 1952, que atingiu 9,0. Embora o número de mortos tenha sido menor em ambos os casos, os tsunamis gerados causaram danos materiais significativos, mesmo em áreas remotas como o Havai ou a costa oeste dos Estados Unidos. Esses episódios destacaram a necessidade de sistemas eficazes de alerta precoce.

Hoje, países com alta atividade sísmica, como Japão, Chile e México, desenvolveram políticas de prevenção que incluem simulações, educação dos cidadãos e regulamentações rígidas de construção. Grandes terramotos do passado servem como referência para melhorar a preparação para emergências futuras. A monitorização sísmica e a cooperação internacional continuam a ser ferramentas essenciais diante de um dos fenómenos naturais mais imprevisíveis e destrutivos.

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