Mais de metade (59%) das empresas portuguesas reduziu o seu consumo energético no último ano, devido aos afeitos da escalada dos preços da energia. No entanto, apesar de ser um efeito colateral o aumento de preços no setor, e para enfrentar os custos, as empresas pretendem manter este ‘corte’ no futuro, alegando maiores preocupações ambientais.
Os dados são de um estudo da Intrum, a propósito do Dia Nacional da Sustentabilidade. Na EUropa, 54% de todas as empresas afirmaram ter feito cortes no consumo de energia no último ano.
Também, no mesmo período, 57% das empresas portuguesas acelerou significativamente os seus esforços para se tornarem mais sustentáveis, apesar do desafiante contexto económico, mas abaixo da média europeia, que é de 58%.
“As empresas portuguesas, cada vez mais, focam-se na sustentabilidade para garantir receitas futuras. Ainda assim, a pressão dos custos pode estar a prejudicar os planos estratégicos de crescimento, mas as empresas em geral mantêm o seu compromisso de aposta na sustentabilidade”, indica o Diretor-Geral da Intrum Portugal, Luís Salvaterra.
Os número revelam ainda que 61% dos diretores-executivos das empresas considera que os prazos de pagamento deveriam fazer parte do relatório de sustentabilidade das empresas, enquanto 48% das empresas diz acreditar que vai perder clientes rapidamente de não criar a devida perceção de que assume as suas responsabilidades e preocupações ambientais.
Ainda, 43% dos entrevistados diz que não comprava uma empresa se soubesse que esta era responsável por prejudicar o meio ambiente, acima da média europeu, de 39%.
“Cinco em dez entrevistados (50%) aceleraram significativamente os seus esforços para melhorar o desempenho ambiental nos últimos 12 meses, impulsionados pela pressão dos clientes e pelo risco climático. No entanto, quando se trata dos aspetos sociais de ESG, o estudo EPR apresenta um cenário misto, especialmente em relação às práticas de pagamento e eficiência administrativa, que ficam aquém do esperado, tendo em conta o contexto em que vivemos”, assinala em comunicado a Intrum.




