Devedores do Novo Banco desviam milhões e dificultam recuperação das dívidas

A Comissão de Acompanhamento do Novo Banco alerta para práticas preocupantes de grandes devedores, acusando-os de desviar ativos do património do banco para complicar a recuperação das dívidas. Esta revelação veio acompanhada de ações legais, com o Novo Banco a apresentar queixas-crime contra diversos devedores.

Executive Digest
Fevereiro 26, 2024
9:28

A Comissão de Acompanhamento do Novo Banco alerta para práticas preocupantes de grandes devedores, acusando-os de desviar ativos do património do banco para complicar a recuperação das dívidas. Esta revelação veio acompanhada de ações legais, com o Novo Banco a apresentar queixas-crime contra diversos devedores.

De acordo com o parecer da comissão, obtido pelo ‘Correio da Manhã’, entre os suspeitos está Bernardo Moniz da Maia, líder da Sogema, atualmente sob investigação por fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Este parecer destaca perdas significativas devido a “gestão danosa” por parte de alguns devedores. Em certos casos, os desvios de ativos foram descritos como “flagrante má-fé negocial”, levando a prejuízos substanciais para a instituição financeira.

Alguns créditos, como os da Sogema, foram vendidos com descontos significativos devido à dificuldade em recuperá-los. Por exemplo, o crédito da Sogema, originalmente de 565,3 milhões de euros, foi vendido por meros 5,7 milhões de euros, representando um desconto de 99,98% em relação ao valor nominal.

Para além disso, o Novo Banco tentou vender créditos sobre a Ongoing e a Prebuild com descontos próximos de 100%, mas estas iniciativas foram impedidas pelo Fundo de Resolução.

A Comissão reconheceu os esforços do Novo Banco na recuperação de créditos, mas alertou para a necessidade de medidas adicionais para combater comportamentos de falta de pagamento estratégico.

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