O céu vai oferecer, a partir de hoje, um espetáculo raro para os amantes da astronomia: seis planetas poderão ser observados em simultâneo a partir da Terra. Mercúrio junta-se ao alinhamento já visível nos últimos dias e completa o chamado “desfile planetário”.
De acordo com a explicação da vice-presidente de astronomia do Museu de Ciências Naturais de Houston, Carolyn Sumners, um “desfile de planetas é quando, se olharmos para a mesma parte do céu ao mesmo tempo, há um monte de planetas”. Cinco deles já estão alinhados e visíveis, e com a chegada de Mercúrio o fenómeno atinge o auge.
Como observar o fenómeno
Os planetas surgem num arco no céu porque orbitam o Sol num plano relativamente plano, conhecido como plano eclíptico. A NASA explica que a oportunidade de observar vários planetas a olho nu em simultâneo é “especial”, mas depende também de estarem suficientemente altos acima do horizonte. “Para que a maioria dos observadores possa ver um planeta a olho nu este deve estar dez graus, ou mais, acima. É o ideal”, refere a agência espacial norte-americana.
Neste caso, os planetas serão visíveis pouco antes do nascer do sol no Hemisfério Norte. “Estamos a falar de uma hora antes do nascer do sol. Não se levantem mais cedo, mas não se podem levantar muito mais tarde, porque o sol vai rebentar com tudo”, alertou Sumners.
Oportunidade rara para observar Mercúrio
Entre os seis planetas, Vénus, Júpiter e Saturno poderão ser vistos a olho nu, enquanto Urano e Neptuno só ficarão ao alcance através de binóculos ou telescópios. Mercúrio, habitualmente difícil de observar por estar demasiado próximo do Sol, estará temporariamente mais afastado, tornando-se visível nos próximos dias, em especial esta terça-feira.
“Mercúrio afasta-se do Sol durante algumas noites, e podemos vê-lo logo após o pôr do sol ou antes do nascer do Sol, e depois volta a esconder-se atrás do Sol à medida que este gira em torno dele. É por isso que é um planeta difícil de observar, mas está lá”, explicou Sumners.
O planeta voltará a esconder-se atrás do Sol no final do mês. No entanto, antes disso, uma Lua crescente juntar-se-á ao alinhamento, tornando o fenómeno ainda mais apelativo.
Embora não seja incomum ver desfiles planetários, este será o último do ano. Para os observadores do céu, trata-se de uma oportunidade única de acompanhar um alinhamento tão completo antes que os planetas retomem posições menos favoráveis à observação conjunta.














