Uma vez que o novo coronavírus se transmite através de aerossóis (pequenas partículas que ficam suspensas no ar), o Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) espanhol recomendou permanecer em silêncio quando se está no metro, ou seja, não falar nem sequer ao telemóvel, para reduzir o risco de contágio.
Assim, além do distanciamento físico, uso de máscara e higienização das mãos, neste tipo de transporte deve também evitar-se falar. “O ideal seria que o metro dissesse: ‘silêncio, sempre'”, afirmou uma cientista do CSIS em aerossóis atmosféricos, María Cruz Minguillón, numa entrevista à rádio catalã RAC1.
Como referiu, se os passageiros permanecerem “silenciosos e com uma máscara bem ajustada, o risco [de ser infetado] diminui drasticamente”. “Se eu falar ao telemóvel, e falo alto porque há ruído no metro, são emitidos 50 vezes mais aerossóis”, acrescentou a investigadora.
Minguillón explicou que a ventilação no metro não é muito boa. Neste sentido, no caso de haver alguém infetado no veículo, é importante que o ar esteja o menos poluído possível. É por isso que recomenda não falar, nem ao telefone.
Contudo, a cientista do CSIC, admitiu que o facto de as viagens de metro serem curtas torna o contágio mais difícil.





