Cortes nas taxas de juro estão mesmo a chegar ao fim, confirma membro do BCE

A campanha de cortes das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) poderá estar a chegar ao fim. Quem o diz é Isabel Schnabel, membro do Conselho Executivo da instituição, que considera que a inflação está a caminhar para níveis sustentáveis e que o crescimento económico permanece estável, apesar das incertezas globais.

Executive Digest
Junho 12, 2025
13:29

A campanha de cortes das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) poderá estar a chegar ao fim. Quem o diz é Isabel Schnabel, membro do Conselho Executivo da instituição, que considera que a inflação está a caminhar para níveis sustentáveis e que o crescimento económico permanece estável, apesar das incertezas globais.

“Este ciclo de política monetária está a chegar ao fim, com a inflação de médio prazo a estabilizar em torno da meta”, afirmou Schnabel, esta quinta-feira, em Bruxelas, de acordo com a ‘Bloomberg’. A responsável alemã destacou que a inflação subjacente — excluindo alimentos e energia — deverá fixar-se nos 1,9% em 2026 e 2027, “muito próxima da meta” de 2% definida pelo BCE.

Segundo Schnabel, a economia da zona euro mantém-se “amplamente estável, apesar do conflito comercial”, e a política do BCE tem sido eficaz na transmissão às condições de financiamento, que “já não são restritivas”.

As mais recentes projeções económicas do BCE indicam uma inflação de 1,6% em 2026, com uma recuperação para 2% em 2027. Já o crescimento do PIB deverá acelerar, impulsionado pelo aumento do investimento público na Alemanha. Estas são as primeiras previsões do BCE que incluem o ano de 2027.

Também Christine Lagarde, presidente do BCE, reiterou que a flexibilização monetária está perto do fim. Em declarações à cadeia chinesa CCTV, a líder do banco central europeu afirmou: “Estabilizámos os preços no nível esperado, estamos dentro da nossa meta de médio prazo e estamos numa boa posição para resistir a choques futuros”.

Apesar de oito cortes consecutivos nas taxas de juro no último ano, o consenso entre os decisores de política monetária ainda não é total. Enquanto alguns membros do Conselho, como Gediminas Simkus, apelam a uma pausa nos cortes, devido à “grande incerteza” causada pelas políticas tarifárias dos EUA, outros, como o francês François Villeroy de Galhau, afirmam não ter uma “posição fixa” quanto aos próximos passos.

A taxa de depósito do BCE está atualmente fixada nos 2%, um nível considerado neutro, que nem estimula nem restringe a economia.

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