Donald Trump pediu à procuradora-geral dos EUA que divulgue “o que ela considerar credível” sobre o caso Jeffrey Epstein. O presidente dos EUA declarou que “qualquer informação confiável” sobre o caso de tráfico sexual do bilionário deve ser conhecida.
“Não entendo por que alguém se interessaria pelo caso Epstein. É sórdido, mas chato. Acho que só as pessoas muito más, incluindo as Fake News, gostariam que isso continuasse. Mas deixem (as pessoas) obterem informações confiáveis (sobre o magnata)”, disse o presidente aos jornalistas, antes de embarcar num avião para regressar à Casa Branca.
Trump insistiu ainda que não entende por que os seus apoiantes estão tão interessados em Jeffrey Epstein, já que “ele está morto há muito tempo”, repetindo que é um caso “muito chato”. Os comentários de Trump ocorrem poucos dias depois de o Departamento de Justiça e o FBI concluírem, após uma investigação, que não há evidências de que Epstein, acusado de tráfico sexual de menores, tenha mantido uma “lista de clientes famosos” que chantageou.
O documento, revelado na passada segunda-feira, também confirmou que o magnata cometeu suicídio numa prisão de Nova Iorque em 2019, refutando uma teoria da conspiração popular entre a direita americana de que Epstein teria o assassinado para proteger os seus conhecidos, incluindo o ex-presidente Bill Clinton (1993-2001). Ao meio-dia, antes de voar para a Pensilvânia, Trump alegou que os arquivos foram fabricados pelos ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden.
Os defensores do movimento Make America Great Again (MAGA) ficaram insatisfeitos com as conclusões da investigação do Departamento de Justiça e do FBI, já que Trump, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, e o vice-diretor do FBI, Dan Bongino, prometeram, antes do início desta Administração, revelar “a verdade” sobre o caso.
O presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano Mike Johnson, disse em entrevista que todos os arquivos relacionados ao caso deveriam ser tornados públicos. “Sou totalmente a favor da transparência. É uma questão muito delicada, mas devemos expor tudo e deixar que as pessoas decidam”, precisou.














