Durante quatro anos, uma mulher de 43 anos, residente em Gaia, liderou um esquema de burla com clonagem de cartões SIM que afetou dezenas de clientes da Vodafone, MEO e dos bancos WiZink, Universo e Unibanco.
Com dados pessoais obtidos através de bases de dados compradas online, pedia segundas vias dos cartões de telemóvel das vítimas, conseguindo assim aceder aos seus códigos de validação bancária e realizar transferências, pagamentos e compras em nome dos lesados, revela o ‘JN’.
Segundo o Ministério Público, a arguida – agora em prisão preventiva – contou com a ajuda de familiares e dois namorados para executar o plano. Em alguns casos, chegou mesmo a ligar às vítimas, fazendo-se passar por funcionária dos bancos para recolher informações adicionais e códigos de acesso. Ao todo, o grupo arrecadou mais de 188 mil euros entre 2019 e 2023, sendo agora julgado por crimes de burla informática, acesso ilegítimo, falsidade, furto, violação de correspondência e branqueamento de capitais.
A mulher foi detida pela Polícia Judiciária do Porto em 2021, mas continuou a atividade criminosa mesmo após ser libertada com medidas de coação. Voltou a ser detida em dezembro de 2023 e acabou por ser colocada em prisão preventiva em abril do ano passado, depois de violar a prisão domiciliária com pulseira eletrónica. O caso envolve nove arguidos e está pronto para julgamento.














