O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta quinta-feira novas medidas para travar o aumento de casos de Covid-19 que Portugal enfrenta, de entre as quais se destaca a obrigatoriedade da apresentação de certificado digital em determinadas situações.
A exigência aplica-se em cinco casos, todos eles espaços fechados, mas que permitam cumprir a distância mínima de segurança, sendo por isso necessário apenas o certificado e não também teste negativo.
Desta forma, o documento que comprova o estatuto de vacinação, é obrigatório a partir da próxima segunda-feira para o acesso a restaurantes, estabelecimentos turísticos e alojamento local, espetáculos culturais, eventos com lugares marcados e ginásios.
Para além do certificado, o Governo impõe também a exigência de teste negativo nas visitas a lares, visitas a pacientes internados em estabelecimentos de saúde, grandes eventos e eventos sem lugares marcados ou em recintos improvisados e recintos desportivos (salvo decisão da DGS).
A par destas medidas, António Costa anunciou ainda que as escolas reabrem na próxima segunda-feira, dia 10 de janeiro, tal como previsto. Mas o teletrabalho continua a ser obrigatório até dia 14, altura em que também reabrem bares e discotecas.
O Governo estabeleceu ainda um limite de lotação em espaços comerciais, de uma pessoa por cinco metros quadrados, bem como, a proibição de consumo de álcool na via pública.
O responsável fez também um ponto de situação da pandemia, adiantando que o processo de vacinação “tem decorrido bom ritmo”.
Está já vacinada 89% da população e com a dose de reforço mais de três milhões de portugueses. Para os maiores de 65 anos já há uma cobertura de 83% da dose de reforço, anunciou.
Segundo o primeiro-ministro, em dezembro foram realizados cinco milhões de testes, o recorde foi batido no dia 30 com 400 milhões de testes, acrescentou.













