Decorre esta terça-feira, num tribunal em Londres, a audiência preliminar no processo interposto por quatro mulheres diferentes contra Andrew Tate, numa ação judicial sobre incidentes que ocorreram entre 2013 e 2015 em Luton e Hitchin (Inglaterra): o influencer é acusado de ter apontado uma arma a uma das vítimas, assim como de violação e agressão.
Andrew Tate terá apontado uma arma para o rosto de uma mulher, dizendo “vai fazer o que eu digo ou vai pagar caro”, acusou uma das mulheres que processou o influencer e autoproclamado misógino. Segundo os britânicos da ‘BBC’, os documentos judiciais contêm relatos detalhados de violação, agressão e controlo coercitivo.
Duas das mulheres trabalharam para o negócio de webcam de Tate em 2015, enquanto as outras duas mantiveram relacionamentos com ele em 2013 e 2014.
Uma mulher afirmou que Tate ameaçou matá-la, outra diz que ele deixou claro que mataria qualquer um que falasse com ela e uma terceira afirmou que Tate a convenceu de que havia matado outras pessoas. Tate negou as alegações numa defesa escrita apresentada ao Tribunal Superior, chamando-as de “um monte de mentiras” e “invenções grosseiras”.
Três das mulheres já haviam denunciado Tate à polícia, mas, em 2019, o Crown Prosecution Service (CPS) decidiu não apresentar queixa criminal. Elas agora procuram uma indemnização “decorrente de agressões, lesões corporais e inflição de dano intencional”, afirma a ação civil.
Separadamente, Tate continua a enfrentar sérios desafios legais em três países — uma mistura de ações civis e criminais no Reino Unido, EUA e Roménia.




