Os portugueses serão os segundos mais poliglotas da Europa. Segundo uma análise elaborada pela Vrbo, 77% dos inquiridos afirma ser fluente ou conseguir falar relativamente bem um idioma estrangeiro. Acima deste valor, só mesmo os suecos (mais de 80%).
Entre os portugueses, há ainda quem diga saber dizer apenas algumas expressões noutra língua (19%) e quem admita só saber falar português (3%). Os dados, disponibilizados através do Observatório da plataforma de arrendamentos para férias Vrbo, indicam que o inglês é o segundo idioma mais comum para os portugueses (depois da língua nativa), tendo sido escolhido por 91% dos inquiridos. Espanhol (52%) e francês (39%) aparecem logo depois.
Mais interessada nas tendências familiares, a Vrbo quis também saber a importância que os pais portugueses atribuem à aprendizagem de outros idiomas por parte dos filhos. Descobriu que 72% considera que facilita a comunicação com pessoas de outros países e que 55% afirma que os aproxima de outras nacionalidades.
Há também quem acredita que poderá ser útil numa perspectiva profissional: 54% dos inquiridos diz que esta aprendizagem pode facilitar oportunidades de emprego futuras.
Por outro lado, 1% não vê nenhum vantagem em incentivar os mais novos a aprederem uma segunda língua, sendo que 42% justifica esta opção com o facto de não viajarem o suficiente e 39% aponta para o facto de não precisarem de comunicar noutro idioma. O mesmo estudo revela que 6% simplesmente não quer.
A nível europeu, depois dos suecos (mais de 80%) e dos portugueses (77%), os alemães, autríacos e holandeses são os que mais afirmam serem fluentes noutros idiomas. Quanto à língua estrangeira mais falada – à semelhança d oque acontece em Portugal – o inglês é rei (80%), à frente do francês (28%), espanhol (25%) e alemão (20%).
Os dados baseiam-se num inquérito online realizado a mais de nove mil pais e mães, maiores de 18 anos, com filhos menores de 15 anos dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Reino Unido e Suécia. O inquérito foi realizado pela Atomik Research durante o mês de dezembro de 2019.














