A Ucrânia introduziu uma nova iniciativa que permite que cidadãos de 18 a 24 anos se juntem voluntariamente às Forças Armadas da Ucrânia (AFU) sob um contrato especial de um ano.
De acordo com o ‘Kviv Post’, o programa “Contrato 18-24” vai oferecer recompensas financeiras generosas, treino padrão da NATO e benefícios sociais para quem se voluntariar, anunciou o Ministério da Defesa da Ucrânia esta terça-feira.
Diferente da mobilização, a participação no programa é voluntária: cada recruta vai receber cerca de 24 mil dólares (23,24 mil euros), com 4.750 dólares (4.600 euros) pagos inicialmente, sendo o resto distribuído ao longo do serviço – os voluntários receberão ainda um subsídio mensal de até 2.800 dólares (cerca de 2.710 euros).
Há ainda benefícios adicionais, que incluem: hipotecas sem juros; educação financiada pelo Estado; assistência médica gratuita, incluindo próteses dentárias; compensação de moradia durante o serviço; liberdade para escolher uma unidade e especialidade; direito de viajar para o exterior após um ano de serviço.
Ao concluir o contrato, os participantes ficarão isentos de mobilização por 12 meses. Atualmente, podem ser recrutados homens ucranianos entre os 25 e 60 anos, mas o recrutamento tem sido evitado por muitos homens, sendo que algumas unidades estão a lutar com soldados mal treinados que não duram muito nas linhas da frente.
Segundo os comandantes ucranianos, a falta de preparação entre os recrutas resulta que muitos são perdidos por ferimentos ou pior logo após chegarem à frente.
Os aliados da Ucrânia, incluindo os EUA, têm pressionado Kiev a reduzir a idade de recrutamento para repor perdas e recuperar o ímpeto contra a Rússia. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA declarou que Washington está pronto para treinar e equipar mais tropas se a Ucrânia expandir o recrutamento.
No entanto, Volodymyr Zelensky recusou-se a reduzir a idade de recrutamento de 25 para 18 anos, apesar das recomendações dos EUA. “A prioridade deveria ser fornecer mísseis e diminuir o potencial militar da Rússia, não a idade de recrutamento da Ucrânia. O objetivo deveria ser preservar o máximo de vidas possível, não preservar armas em stocks”, sublinhou o presidente ucraniano.














