Quase 24 anos após os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque, as autoridades norte-americanas conseguiram identificar os restos mortais de mais três vítimas que morreram na queda das Torres Gémeas. A informação foi avançada esta quinta-feira, pelo canal CBS News, com base em declarações oficiais do gabinete do médico legista da cidade de Nova Iorque.
As vítimas agora identificadas são Ryan Fitzgerald, residente em Nova Iorque, Barbara Keating, natural de Palm Springs, na Califórnia, e uma terceira mulher cuja identidade não foi revelada a pedido da família.
De acordo com o médico forense da cidade, Jason Graham, os avanços recentes na tecnologia de sequenciação genética foram cruciais para tornar possível estas novas identificações, utilizando amostras que anteriormente tinham dado resultados inconclusivos nas análises de ADN.
“Quase 25 anos depois do desastre no World Trade Center, o nosso compromisso de identificar os desaparecidos e devolvê-los às suas famílias permanece tão forte como sempre”, afirmou Graham, durante uma conferência de imprensa ao lado do presidente da câmara de Nova Iorque, Eric Adams.
O autarca destacou o impacto duradouro da tragédia: “A dor de perder um ente querido nos ataques terroristas do 11 de Setembro ressoa ao longo das décadas, mas com estas três novas identificações, damos mais um passo no sentido de consolar as famílias que continuam a sofrer com esse dia”, afirmou Adams, citado pela CBS.
Até ao momento, já foram identificados os restos mortais de 1.653 vítimas, de um total de 2.753 pessoas que morreram no ataque às Torres Gémeas. Contudo, cerca de 1.100 vítimas permanecem ainda por identificar, quase um quarto de século depois da tragédia.
As novas identificações vêm reforçar o esforço contínuo da cidade de Nova Iorque e das autoridades forenses em prestar justiça às vítimas e conforto às suas famílias. A maioria dos restos mortais recuperados nos escombros do World Trade Center encontrava-se severamente fragmentada e degradada, dificultando o trabalho de identificação, que continua a ser feito com recurso às tecnologias mais avançadas.
O processo de identificação, coordenado pelo Gabinete do Médico Forense de Nova Iorque, é tido como um dos mais longos e complexos da história dos Estados Unidos, tornando-se um símbolo da perseverança na procura de respostas e de justiça para as vítimas do terrorismo.











