A Polícia de Segurança Pública (PSP), através das Equipas do Programa Escola Segura (EPES), desenvolve a operação nacional de sensibilização e informação à população escolar “No Namoro Não Há Guerra”, a partir do dia desta segunda-feira e até ao dia 13 de fevereiro.
Esta operação tem como principal objetivo promover ações de sensibilização direcionadas para os jovens do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário (faixa etária dos 13 aos 18 anos), subordinadas à temática da violência doméstica e, em particular, da violência no namoro.
Atualmente é absolutamente consensual, entre a comunidade científica, que a exposição a fenómenos de violência doméstica em ambiente familiar é propiciadora de replicação entre os mais jovens, seja nas suas relações de namoro seja, no futuro, nas suas relações mais próximas de conjugalidade.
Neste sentido, a intervenção precoce é um dos princípios de atuação consagrado na legislação de menores em Portugal e, particularmente nesta matéria, são reconhecidos os efeitos negativos na formação da personalidade e referências sociais das crianças quando expostas à violência em ambiente familiar. A replicação desse comportamento em qualquer vínculo afetivo e, em concreto, nas relações de namoro, são um indício da necessidade de intervenção especializada. A violência não é tolerável, nem desculpável, mas quem agride também precisa de ser ajudado.
A violência nas relações de namoro pode assumir as vertentes física, psicológica e/ou emocional, social, sexual e económica, sendo normalmente a que mais se evidencia a violência psicológica e/ou emocional. Injuriar, ameaçar, ofender, agredir, humilhar, perseguir ou devassar a intimidade são formas dessa violência. Verificam-se ainda alguns comportamentos, principalmente entre casais mais jovens, que também se traduzem em situações de violência. Não é aceitável que o(a) parceiro(a) queira controlar aquilo que o outro veste ou com quem se relaciona, nomeadamente o círculo de familiares/amigos e com quem socializa nas redes sociais.
Tanto as vítimas, como as pessoas que lhes são mais próximas, devem estar atentas a sinais de pressão constante para que se isolem do seu núcleo de família e amigos e vivam, cada vez mais, em função da vontade do agressor.
PSP continua a apelar à denúncia da violência, quer seja no namoro ou em qualquer outro contexto
As vítimas, testemunhas ou qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da situação, devem apresentar queixa em qualquer Esquadra da PSP, nas Estruturas de Atendimento Policial a Vítimas de Violência Doméstica ou procurar ajuda junto das nossas Equipas do Programa Escola Segura.
Pode também ser solicitado apoio/sinalizadas situações através de escolasegura@psp.pt ou violenciadomestica@psp.pt.




