A menos de um mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump sofreu uma nova queda, estando agora atrás do seu rival democrata, Joe Biden, pela maior margem já registada, 16 pontos percentuais (p.p), segundo a mais recente sondagem da ‘CNN’.
Mas, segundo a publicação, «esta não é a pior notícia» para Trump. Isto porque, na sondagem em questão, nove em cada 10 eleitores, ou seja cerca de 90%, dizem que estão decididos quando se trata de saber em qual dos candidatos vão votar neste outono. Apenas 8% dos eleitores disseram que podem mudar de ideias, enquanto 1% disse que ainda não tinha preferência.
Desta forma, o que está em causa para Trump, não é apenas o facto de estar a perder terreno para Biden, por dois dígitos a nível nacional, mas também pesa o facto de não existirem muitos indecisos ou mesmo eleitores dispostos a mudar de opinião, refere a ‘CNN’.
De acordo com os dados recolhidos, menos de 1 em cada 10 eleitores dizem que podem mudar de ideias sobre um candidato até à data de votação. Os referidos 8% dos eleitores disponíveis para tal não estão a apoiar Biden, o que pode ser ainda mais grave para Trump, avança a estação televisiva.
Muitas das pessoas que dizem poder mudar de ideias são agora favor de Trump. Na verdade, 10% dos apoiantes de Trump disseram que podem mudar de ideias sobre um candidato, em comparação com 8% dos apoiantes de Biden, de acordo com dados da CNN.
Importa ainda referir que nada do que aconteceu no ano passado alterou fundamentalmente a dinâmica desta corrida, adianta a publicação. «Sim, as lutas de Trump para lidar efetivamente com o coronavírus e a sua resposta improvisada aos protestos da morte de George Floyd no Minnesota, em maio, fizeram o seu número cair. E sim, os números recuperaram ligeiramente durante o verão. E, sim, voltaram a cair devido a um desempenho desastroso no debate da semana passada», refere a CNN.
A verdade é que Biden manteve, durante grande parte dos últimos meses, uma liderança alta sobre Trump a nível nacional. A grande maioria dos americanos desaprova o desempenho de Trump no trabalho e, especificamente, a forma como lidou com a crise da Covid-19.
Neste sentido, para obter uma vitória, ou até mesmo ficar a uma distância mínima, Trump precisa de executar um processo de duas etapas, segundo a ‘CNN’: Primeiro, desvincular eleitores que estão certos de que vão votar em Biden e depois convencê-los a votar nele.
«É possível? Trump provou que quase tudo é possível há quatro anos. Mas 2020 não é 2016. E a falta de eleitores indecisos e influenciáveis é um grande impedimento para o regresso de Trump», conclui a estação.














